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Aliados manobram na CCJ, e cassação de Cunha atrasa mais uma vez

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EDUARDO CUNHA
Cunha é beneficiado por manobra de aliado | EVARISTO SA via Getty Images
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Aliados do deputado afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) atuaram para adiar mais uma vez a cassação do peemdebista. Eles apresentaram diversos requerimentos para alongar a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em que seria votado um recurso favorável a Cunha até o início da ordem do dia no plenário.

Na CCJ, o presidente do colegiado, Osmar Serraglio (PMDB-PR), foi alvo de protesto de opositores de Cunha ao encerrar a reunião. "Foi uma vergonha esse adiamento, todos os deputados estavam presentes e ninguém pediu essa medida", criticou Júlio Delgado (PSB-MG).

O colegiado volta a se reunir nesta quinta-feira (14).

"Vocês não ficam envergonhados ao ver a manipulação do horário da eleição no plenário para seguir esse processo?", indagou Serraglio, ao propor o adiamento. Ele se referia às decisões de remarcar a sessão de eleição para presidente da Câmara, inicialmente prevista para as 16h. O horário mudou para 19h e logo depois para as 17h30.

Como os deputados entram em recesso na próxima segunda-feira (18), provavelmente a análise do relatório de Ronaldo Fonseca (PROS-DF) só será feita em agosto.

O texto pedia a anulação da votação do relatório de Marcos Rogério (DEM-RO), pela cassação de Cunha, aprovado pelo Conselho de Ética da Câmara por 11 votos a nove em 14 de junho.

Na última quinta-feira (7), o peemedebista renunciou à presidência da Câmara, em uma tentativa de manter o mandato ou pelo menos ter uma nova chance no conselho.

Durante a reunião nesta quarta-feira (13), havia indícios que que o peemedebista seria derrotado quando o parecer de Fonseca fosse votado. Na votação de dois pedidos de adiamento da votação, aliados de Cunha foram derrotados. Na primeira vez, 36 foram contra e 16 a favor. Na segunda, 35 contrários e 17 favoráveis.

Se o recurso for rejeitado, o texto a favor da cassação é enviado para a Mesa. Lá precisa ser lido no expediente do dia pelo presidente da Casa, para o que não há prazo. Feita a leitura, a cassação entra na pauta do plenário em 48 horas.

Réu por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato, Cunha é acusado de mentir a CPI da Petrobras ao negar ter contas no exterior.

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