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O que você precisa saber sobre Theresa May, a nova premiê britânica

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THERESA MAY
Theresa May faz seu primeiro discurso como primeira-ministra do Reino Unido em frente à residência oficial | Bloomberg via Getty Images
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Theresa May é a nova premiê do Reino Unido.

May foi a única candidata que restou na disputa interna do Partido Conservador que escolher o sucessor do primeiro-ministro David Cameron, após a ministra da Energia, Andrea Leadsom, abandonar sua candidatura na segunda-feira (11).

Na semana passada, restavam apenas May e Leadsom, o que já garantia a segunda primeira-ministra da história do país, depois de Margaret Thatcher, que ocupou o cargo de 1979 a 1990.

May, 59, é a atual ministra do interior e herda o cargo em tempos de grande incerteza depois da decisão dos eleitores britânicos pela saída da União Europeia.

“Nas próximas semanas, vou decidir como conduzir a economia neste período de incerteza, para fazê-la voltar a crescer em todas as áreas, para lidar com o problema de produtividade que enfrentamos há muito tempo, para criar mais empregos bem remunerados, para negociar os melhores termos para a saída da Grã-Bretanha da UE e para forjar um novo papel para nós no mundo”, disse May em um discurso em Birmingham, na segunda.

Eis o que você precisa saber sobre ela:

Raízes políticas e estilo de liderança

Depois de fazer carreira no setor financeiro, May se tornou presidente do Partido Conservador em 2002, cargo que ocupou até 2010. Ela é ministra do interior há seis anos. No mês que vem, ela completaria o maior período ininterrupto de um ministro no cargo no último século.

May lidou com várias crises políticas no ministério e é descrita como determinada e difícil.

Ela é “famosa por relutar em delegar [poderes], por precisar de saber exatamente o que seus subalternos estão fazendo e por esmiuçar todos os detalhes das decisões – um estilo de microgerenciamento que ela não pode esperar reproduzir no governo inteiro”, disse o jornal The Guardian.

Mas ela também tem um grande contingente de seguidoras no Partido Conservador, que, segundo o The Guardian, a respeitam e admiram pela moralidade que orienta suas decisões.

Ela enfrentou a polícia britânica em um discurso de 2014, por exemplo, expondo o “desprezo pelo público”, o racismo e a incapacidade de lidar com casos de violência doméstica por parte dos policiais.

No ano passado, ela iniciou uma investigação sobre apurações inadequadas de casos de abuso infantil.

A candidata conservadora que jogou no time pró-UE

Apesar de ter-se mantido silenciosamente do lado pró-permanência, ela acredita que o país deve levar a cabo a decisão de abandonar a União Europeia.

Ela expressou sua decepção com os políticos e líderes empresariais que “ainda não entenderam”, conforme afirmou em seu discurso na segunda.

“Brexit significa Brexit e vamos fazer dela um sucesso”, disse May. “Não haverá tentativas de permanecer na UE, tentativas de voltar pela porta dos fundos, e não haverá um segundo referendo.”

Defensora dos trabalhadores

Os trabalhadores foram o foco da campanha de May.

“Nós conservadores nos colocaremos a serviço dos trabalhadores comuns e faremos do Reino Unido um país que trabalha para todos, quem quer que você seja e de onde quer que venha”, afirmou ela na segunda.

Ela disse ter plano de colocar trabalhadores nos conselhos de administração das empresas, além dos consumidores. May também falou de injustiça econômica no contexto da raça.

“Se você é negro, é tratado mais severamente pelo sistema de justiça criminal do que se é branco. Se você é um rapaz branco da classe trabalhadora, tem menos probabilidade de cursar a universidade”, disse ela.

Durona em relação à imigração?

“[Considerando o] interesse nacional, não há argumento [que defenda a] imigração na escala que temos visto na última década”, disse May em outubro passado. Ela acrescentou que o país tem um limite e que quer ver a imigração reduzida a “níveis sustentáveis”.

Ela disse estar preocupada que empregos de baixos salários sofreriam ainda mais com a entrada de mais pessoas na força de trabalho.

Na semana passada, seu gabinete disse que não tinha como garantir que os europeus de países membros da UE que vivem no Reino Unido poderão continuar no país depois do Brexit.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost Austrália e traduzido do inglês.

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