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Autor do ataque em Nice, Mohamed Lahouaiej Bouhlel tinha histórico de violência doméstica e furtos

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Reprodução/Twitter/Reuters
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O homem que dirigia o caminhão que atingiu uma multidão em Nice, na França, e matou pelo menos 84 pessoas - dez delas crianças - foi identificado nesta sexta-feira (15) como sendo Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de acordo com a mídia francesa e com a rede americana CBS.

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Edifício onde Mohamed Lahouaiej Bouhlel vivia

Informações da agência de notícias Reuters dão conta de que ele morava legalmente em Nice, mas não era cidadão francês. Tunisiano, o homem era natural da cidade tunisiana de Msaken. O jornal britânico Guardian reporta que ele trabalhava como motorista e entregador.

O documento de identidade de Bouhlel foi encontrado no caminhão de 19 toneladas que ele alugou e usou para perpetrar o ataque, durante comemorações por conta do feriado mais importante da França. Sua identificação também foi possível por meio da comparação de impressões digitais. Ele foi morto por forças policiais enquanto estava na direção do veículo e chegou a trocar tiros com os policiais. No caminhão foram encontradas armas, munições e granadas, mas parte dos artefatos era falso.

Nesta manhã, a polícia fez buscas no apartamento do tunisiano e apreendeu equipamentos eletrônicos, principalmente.

Um vizinho de Bouhlel falou à CNN sob condição de anonimato: "Eu o via o tempo todo. Ele era estranho. Acho que o via quatro vezes por dia", comentou.

"Ele era apavorante. Não tinha um rosto estranho, mas um olhar", contou outra vizinha à BBC.

Ainda de acordo com a emissora americana, o homem era casado e tinha três filhos, mas estava separado. Sua ex-mulher, que vivia em outro ponto da cidade, está sob custódia desde a manhã desta sexta para ser interrogada.

Desconhecido dos serviços de segurança na França, Bouhlel tinha histórico de violência doméstica e pequenos furtos - os delitos foram registrados entre 2010 e 2016 - e já havia sido condenado a seis meses de prisão, por conta de uma briga no trânsito. Segundo o Guardian, ele estava em liberdade condicional e prestava contas à polícia uma vez por semana.

Até então, no entanto, nenhuma ligação do homem com grupos extremistas foi identificada.

"Tudo o que sei é que ele tinha problemas com a mulher, mas encontrei com ela ou com seus filhos", afirmou outra vizinha ao Guardian. "Ele passava muito tempo no bar em uma rua próxima, onde ele jogava e bebia".

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