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Sob controle? Premiê turco diz que tentativa de golpe militar fracassou

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TURKEY
Reuters
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O ministro do interior da Turquia, Efkan Ala, afirmou na madrugada deste sábado (16) que a tentativa de golpe de estado no país foi repelida pelas forças leais ao presidente Recep Tayyip e ao primeiro-ministro Binali Yildirim. Segundo Ala, os líderes da revolta foram presos e a situação “está largamente sob controle”.

De acordo com a CNN, pelo menos 161 pessoas morreram e 1.440 ficaram feridas.

Em discurso televisionado, Binali Yildirim elogiou e agradeceu ao povo turco, afirmando que a população do país demonstrou grande "resiliência". Ele ainda chamou de heróis todos aqueles que foram para as ruas e puseram suas vidas em risco para defender a democracia.

"Graças a esses cidadãos, todos devem entender que ninguém poderá passar por cima da vontade do povo. Eles nunca serão maiores do que a vontade e o poder popular".

Os militares chegaram a realizar movimentos com tanques e helicópteros para tomar o poder: assumiram a TV estatal, impuseram a lei marcial e um toque de recolher, atacaram a sede do órgão de inteligência turco e atiraram no prédio do Parlamento do país e em um resort na cidade portuária de Marmaris.

Milhares de turcos responderam positivamente ao apelo do presidente Tayyip Erdogan para resistir ao golpe e tomaram as ruas de Ancara (capital do país) e de Istambul (principal cidade da Turquia). Em consequência, dezenas de soldados que atuaram em favor do golpe abandonaram os tanques nas ruas. Esses tanques foram ocupados por civis que apoiam o presidente Erdogan.

A Grécia informou que já recebeu o pedido de asilo político de pelo menos oito homens que chegaram a Alexandroupoli, perto da fronteira. Pelo twitter, o ministro das relações exteriores turco, Mevlut Cavusoglu pede que os homens sejam presos e afirma que eles são fugitivos do governo.

Comunicado distribuído à imprensa pela Embaixada da Turquia em Washington, capital dos Estados Unidos, informou, no final da noite de ontem, que “o que se desenrolou na Turquia foi uma tentativa de golpe para derrubar o governo democraticamente eleito".

O documento informou ainda que "a tentativa foi frustrada pelo povo turco em unidade e solidariedade”. Segundo o comunicado, a tentativa de golpe foi conduzida por “uma minoria” dentro das Forças Armadas.

Hoje pela manhã, a agência Anadolu, a principal do país, informou que 1.563 membros das forças armadas foram detidos em todo o país. De acordo com o Ministério do Interior, 5 generais e 29 coronéis foram afastados das suas funções.

Cerca de 200 soldados desarmados deixaram quartéis militares da Turquia e se entregaram à polícia, segundo informou a Agência Anadolu.

A tentativa de golpe começou a se reverter, ontem, a partir do momento em que o presidente Tayyp Erdogan desembarcou no Aeroporto de Istambul, vindo de um local não identificado. Em seguida, ele fez um apelo dramático para que a população do país fosse às ruas.

"Uma minoria dentro das forças armadas, infelizmente, tem sido incapaz de digerir a unidade da Turquia", disse Erdogan ao canal de televisão privado NTV. Ele acrescentou: "O que está sendo perpetrado é uma rebelião e uma traição. Eles vão pagar um alto preço por sua traição à Turquia ".

Na entrevista, o presidente turco deu a entender que os conspiradores tinham tentado assassiná-lo, referindo-se a um bombardeio que ocorreu em um resort mediterrâneo na cidade portuária de Marmaris. "Parece que eles pensaram que eu estava lá", disse o presidente.

A Turquia é um país integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e um dos principais aliados dos Estados Unidos. A Otan é uma aliança política e militar que integra 28 países da América do Norte e Europa. Quase 100% da população turca se identifica como muçulmana.

A maior parte dos muçulmanos da Turquia são sunitas e professam a religião dentro de padrões moderados, ao contrário de outras nações muçulmanas, que seguem uma orientação fundamentalista. O presidente Erdogan, que também é muçulmano, tem dominado a cena política turca por mais de uma década.

(Com informações das agências de notícias)

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