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O lindo e emocionante adeus de Leila Cordeiro a Eliakim Araújo

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ELIAKIM
Casal ficou junto por mais de 30 anos | Montagem/Facebook/Divulgação
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O jornalista Eliakim Araújo morreu aos 75 anos no último domingo (17). Ele lutava contra um câncer no pâncreas e estava internado no hospital Fort Lauderdale, nos Estados Unidos.

Eliakim fez história no jornalismo. Iniciou na profissão aos 20 anos, quando ainda era estudante de direito, e despontou na carreira na Rádio Continental - foi a sua voz que noticiou a renúncia de Jânio Quadros, em 1961. Anos mais tarde, passou a integrar a equipe da Rede Globo. E foi na emissora que conheceu sua esposa, Leila Cordeiro, também jornalista.

Em 1986, os dois passaram a apresentar juntos o Jornal da Globo, formando o primeiro casal de apresentadores da televisão brasileira. Ele também fez reportagens, participou do Globo Repórter e cobriu eleições.

De lá, a dupla seguiu para a Rede Manchete e foi âncora do Jornal da Manchete. Passaram também pela SBT e em 1997 resolveram sair do País. O casal se mudou para os Estados Unidos, onde tiveram a responsabilidade de atuar como âncoras do canal CBS Telenotícias, em português. Nos últimos anos, Eliakim e Leila continuaram com sua parceria apresentando o programa online Conexão América.

Foram mais de 30 anos de relacionamento, e Leila não poderia ter descrito de maneira mais dura e genuína a perda do marido: "É como se eu tivesse perdido a metade do meu corpo. Mas vou recuperá-lo em homenagem ao meu amor".

Ela fez um texto emocionante em seu perfil no Facebook para compartilhar como foi se despedir do parceiro:

"Foram muitos exames, resultados desesperadores e altos e baixos na saúde dele. Ao começar a quimioterapia também vieram os efeitos colaterais, mas o importante é que ele sempre acreditou, até o último instante, que ficaria curado. Jamais deixei que ele perdesse a esperança, mesmo quando ele parecia perdê-la. Jamais deixei de estar ao lado dele um segundo sequer. Abandonei a minha vida para salvar a dele, ou pelo menos, tentar prolongá-la. Foram os piores 45 dias da minha vida. Parecia que um tsunami tinha passado em cima da gente. Mas em nenhum momento nos revoltamos contra a situação. Afinal, não podíamos perder tempo com sentimentos negativos. Meu consolo é que o nosso amor foi ainda mais consolidado nesse período de aflição. Todos os dias trocávamos palavras de carinho e fazíamos planos para o futuro. Eu sabia que eles não iriam acontecer, mas jamais deixei que ele descobrisse isso. [...] Queridos amigos, está difícil viver sem ele, muito difícil. É como se eu tivesse perdido a metade do meu corpo. Mas vou recuperá-lo em homenagem ao meu amor."

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