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Uber agora opera regularmente em São Paulo. Mas é o passageiro que pagará pela tarifa extra

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Manifestações contra e a favor, vereadores fazendo jogo contra e o prefeito assumindo a responsabilidade pela regularização. E, nesta terça-feira (19), após dois meses da publicação do decreto pela prefeitura, e a atividade da Uber está oficialmente credenciada em São Paulo.

Acontece que para atuar dentro das regras da Prefeitura, a Uber terá de pagar uma taxa para o uso das vias da cidade de R$ 0,10 por km já a partir de amanhã.

O repasse será feito diretamente para os usuários do serviço. Ao G1, Fábio Sabba, diretor de comunicação da Uber, explica a mudança. "Em uma viagem de 5 km, vai dar 50 centavos a mais para o usuário. O passageiro vai pagar essa tarifa", exemplificou.

O aplicativo vai oferecer ao usuário os detalhes da corrida já nesta quarta. "O preço [da corrida] se mantém o mesmo. A única diferença é que vai ter lá o preço da chamada, o preço por km, o preço por tempo e mais um item, que vai ser a tarifa municipal, que vai ser 10 centavos por km", disse Sabba.

Em viagens entre São Paulo e o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, por exemplo, a cobrança da tarifa acaba ao deixar a capital. O aplicativo identificará, pelo GPS, que deve deixar de fazer a tarifa extra.

Caixa cheio
A regulação dos aplicativos de transporte individual e particular de passageiros, como Uber, poderá render à Prefeitura de São Paulo arrecadação extra de R$ 54,7 milhões por ano. Segundo a gestão Fernando Haddad (PT), essa quantia será aplicada exclusivamente em investimentos no viário urbano, como, por exemplo, construção de corredores de ônibus e ciclovias ou recapeamento do asfalto.

A estimativa de receita leva em consideração um acréscimo inicial de 5 mil carros, que rodariam cerca de 1,5 milhão de quilômetros por dia. Considerando que o Município passe a cobrar R$ 0,10 por km rodado quando o decreto de regulamentação for publicado, a conta resultaria em R$ 54,7 milhões por ano - valor que pode variar para cima ou para baixo, de acordo com a quantidade de carros e o valor dos créditos, que ainda não está definido.

* Nota: A editora-chefe do The Huffington Post, Arianna Huffington, é membro do board de diretores da Uber e se recusou a ter qualquer participação na cobertura do site sobre a empresa de tecnologia.

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