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Autoestima das mulheres é 'uma questão crítica' no mundo todo, afirma pesquisa

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Women suffering from body dysmorphia disorder/BDD. | Peter Dazeley via Getty Images
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A todo momento as mulheres são bombardeadas com padrões a serem seguidos. Seja ao se alimentar, ao comprar uma roupa, ao se vestir, ao mudar o cabelo – o que afeta, e muito, em como elas constroem a sua relação com o mundo.

Mas, apesar desses padrões, que ainda se mostram crescentes, principalmente quando estão ligados à aparência, cada vez mais mulheres e meninas estão lutando contra padrões de beleza irreais no mundo todo.

Quem traz a afirmação é um novo Relatório Global de autoconfiança feminina Dove (Dove Global Beauty and Confidence Report), divulgado pela marca.

10.500 mulheres e meninas foram entrevistadas em 13 países para o estudo que mostra que, cada vez mais, a confiança das mulheres em relação ao próprio corpo.

A confiança feminina em relação ao próprio corpo está caindo de forma contínua e a baixa autoestima corporal está se tornando um desafio unificador e comum a mulheres e meninas do mundo todo – independentemente de idade ou região.

Apesar disso, ainda existe um forte desejo entre as entrevistadas de desafiar as normas de beleza existentes.

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Dados alarmantes

Mundialmente, 71% das mulheres e 67% das meninas querem que a mídia se esforce mais para retratar mulheres com diferentes tipos de beleza física, com maior diversidade de idade, raça, biótipo e tamanho.

O estudo também traz dados que revelam que a baixa autoestima corporal afeta a habilidade da mulher de desenvolver seu potencial.

92% das mulheres e 60% das meninas brasileiras afirmaram abrir mão de praticar atividades importantes na vida – como tentar entrar para um time ou clube, ou aproveitar a companhia de amigos ou pessoas queridas – quando se sentem insatisfeitas com a própria aparência.

"A importância [de conhecer a autoestima das mulheres] consiste em poder aceitar e, igualmente, fortalecer a própria identidade. Ou seja, não desejar ser outra pessoa, o que, certamente, redunda em uma libertação”, afirma Joana Novaes, coordenadora do Centro de Estudos sobre Doenças da Beleza na PUC-RJ

No Brasil, 76% das mulheres e 67% das meninas citam a crescente pressão por parte de propagandas e da mídia para que elas atinjam um padrão de beleza irreal como uma causa importante de sua ansiedade com a própria aparência.

Talvez o ponto mais preocupante seja o fato de que quase sete em dez (71%) mulheres e meninas se sentem pressionadas a nunca cometer erros ou a demonstrar fraqueza.

O relatório descobriu que embora a ansiedade com a própria beleza e aparência seja uma questão global, as mulheres a vivenciam de forma diferente dependendo de sua cultura e país (ver no gráfico acima).

Mas nem tudo são más notícias para elas.

O relatório revela uma tensão singular, com 60% das mulheres do mundo todo acreditando que precisam atender certos padrões de beleza, ao mesmo tempo que 77% destas concordam que é importante que elas sejam autênticas e não copiem ninguém.

Ainda mais reveladora é a crença expressada pela maioria das mulheres (86%) e meninas (85%) brasileiras, que desejam ter a melhor aparência possível, dentro de suas características, em vez de seguir a definição de 'beleza' de outras pessoas, e 90% das mulheres e 85% das meninas que concordam que toda mulher tem algo de bonito.

"Ter tempo para o cuidado - se é corpo ou da mente - é um passo importante na melhoria da autoestima e confiança das mulheres e meninas", diz Victoria Sjardin, diretora global sênior da Dove MasterBrand.

"Por mais de 50 anos, o nosso compromisso foi criar um mundo onde a beleza é uma fonte de confiança, não ansiedade ou vulnerabilidades. Com esta nova pesquisa, esperamos inspirar mulheres e meninas em todos os lugares para desenvolver uma relação positiva com a maneira que olham para si mesmas", completou, em entrevista ao HuffPost UK.

LEIA MAIS:

- A relação moda, autoestima e as mulheres 'plus size'

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