Huffpost Brazil
Grasielle Castro Headshot

Ameaça terrorista: Presos no Brasil fizeram juramento ao Estado Islâmico

Publicado: Atualizado:
RIO 2016 SECURITY
CHRISTOPHE SIMON via Getty Images
Imprimir

A Polícia Federal prendeu dez suspeitos de planejar ataque terrorista no Brasil, sendo dois ex-presidiários que cumpriram pena por assassinato. Ainda há dois mandados de prisão em aberto. O grupo monitorado é formado por cerca de 100 pessoas. Segundo o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, entre quatro e seis deles fizeram juramento ao Estado Islâmico.

Segundo o ministro, a célula não teve contato para financiamento com o Estado Islâmico.

"Num determinado momento, vários realizaram o batismo do Estado Islâmico. Até o momento, tudo o que foi investigado foi o único contato para o batismo. Não houve nenhum contato para financiamento. (…) Houve uma série de atos preparatórios. Uma hora o próprio grupo passou a entender que, em virtude das Olimpíadas, o Brasil podia se transformar em um alvo.”

Em uma das mensagens obtidas pela Polícia Federal, um dos suspeitos diz que queria procurar os locais onde o Estado Islâmico está presente, mas não tinha dinheiro para fazer a viagem.

Monitoramento

O grupo passou a ser monitorado em abril deste ano, mas os investigadores sentiram que a ameaça cresceu quando um dos investigados tentou comprar pela internet um fuzil AK 47.

O ministro não detalhou como seria o atentado, mas “pela conversa, seria a tiros.” Ainda com base nos diálogos monitorados pela polícia, alguns integrantes do grupo demonstraram interesse em aprender lutas marciais.

A Operação Hashtag foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (21), com 12 mandados de prisão, duas conduções coercitivas e 19 buscas e apreensão, nos estados de Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

O ministro não explicou como, mas a Polícia Federal monitorou as mensagens trocadas por meio de aplicativos como WhatsApp e Telegram. No início desta semana, o WhatsApp chegou a ficar fora do ar por não colaborar com investigações policiais. A empresa explica que não tem acesso ao conteúdo das mensagens enviadas porque elas são criptografadas, ou seja, elas chegam aos servidores ilegíveis e apenas o destinatário tem acesso ao que foi redigido.

Essas foram as primeiras prisões com base na lei antiterrorismo, sancionada em março.

‘Célula desorganizada’

O ministro descreveu a célula como “absolutamente amadora, sem nenhum preparo”.

“Era uma célula amadora, desorganizada; mas nenhum órgão de segurança pode ignorar fatos dessa natureza, por isso as prisões. Reitero que a segurança púbica é muito mais importante que a questão do terrorismo, mas não podemos ignorar mesmo identificando cada um. (…) A probabilidade de que haja ataque terrorista no Brasil é mínima, mas dentro da possibilidade vamos agir na maneira mais dura possível."

LEIA MAIS:

- PF prende grupo que preparava atos de terrorismo no Brasil, diz fonte do Ministério da Justiça

- O Estado Islâmico agora tem um recrutador de brasileiros: Ismail al-Brazili

- Brasil irá revisar medidas de segurança na Olimpíada após atentado na França

Mais no HuffPost Brasil:

Close
Ataques e ameaças do Estado Islâmico
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção