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Cuba quer reajuste de 30% para continuar no Mais Médicos

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MAIS MDICOS
Lula Marques/ Agência PT
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No momento em que passa por um período de crise financeira, o governo brasileiro está lidando com mais obstáculo financeiro. O governo cubano quer reajuste de 30% na bolsa de R$ 10 mil do Mais Médicos para permanecer no programa. Parte do dinheiro fica com Cuba e o restante, cerca de R$ 3 mil, com o profissional.

De acordo com o Ministério da Saúde, a pasta negocia com Havana a melhor maneira de dar continuidade a ação de saúde. O governo trabalha com uma contraproposta de 10%, mas enfatiza que não há nada fechado.

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (22), o ministro Ricardo Barros disse que está à disposição. “É justo corrigir o contrato que está já três anos sem reajuste”, avaliou. Ele garantiu que a negociação não interfere na continuidade do programa.

Desde o início da semana há um burburinho sobre a saída dos médicos cubanos do Brasil. Na semana passada, vice-ministra de saúde pública de Cuba, Marcia Cobas Ruiz, usou a situação da economia brasileira para pedir o aumento.

"A desvalorização do câmbio nos últimos três anos foi maior do que o previsto e não houve nenhum reajuste, também gostaríamos de avaliar a possibilidade de uma remuneração diferenciada para os profissionais que estão trabalhando em áreas isoladas e de maior risco, entre outras considerações”, disse.

Atualmente 11,4 mil dos 18,2 mil médicos do programa são cubanos. Os que vieram em 2013 com contrato de três anos estão começando a deixar o País. O contrato que deveria encerrar nos próximos meses foi prorrogado até novembro por causa dos jogos olímpicos e das eleições municipais. As vagas serão preenchidas por outros profissionais.

Mais brasileiros

A intenção do ministro Ricardo Barros é, aos poucos, substituir os médicos cubanos por brasileiros. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele disse que convidou o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira para ajudar a pasta a preparar um edital com medidas que incentivem os brasileiros a ocupar vagas em cidades mais distantes.

Cerca de 2,5 mil municípios brasileiros só têm médicos cubanos em seus quadros. Na época em que o programa foi criado, em 2013, o Conselho Federal de Medicina defendeu uma carreira de estado para que médicos brasileiros se sintam atraídos a atuar nas regiões mais carentes.

Para os representantes da categoria, um plano de cargos, com perspectiva de carreira até chegar em uma cidade maior e salários seria capaz de incentivar os profissionais.

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