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A Rio 2016 já deixa um legado: Laerte, trans e artista incrível, vai carregar a tocha olímpica

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Definitivamente, a Rio 2016 não é uma unanimidade: As expectativas e festejos olímpicos ocorrem em paralelo a uma dura realidade vivida diariamente por milhares de brasileiros, sujeitos a condições precárias e a uma permanente sensação de insegurança.

A cobrança de um legado olímpico deixado para a população é necessária e legítima. E justamente ao falar em legados, é preciso destacar o simbolismo que representa o convite à artista trans Laerte Coutinho para que carregue a tocha olímpica no próximo domingo (24), em São Paulo.

Em um momento de urgente discussão sobre tolerância, respeito e inclusão, o maior símbolo olímpico será carregado por uma cartunista e ilustradora genial, que imprime à arte brasileira um grande padrão de qualidade e, como artista trans, tem sem voltado à conscientização das questões referentes à identidade de cada pessoa.

No Facebook, Laerte demonstrou alegria com o convite:

"Fiquei honrada com o convite, em que vejo bastante simbolismo. Fico feliz de ser mais uma trans nessa cerimônia, depois da Bianka Lins. Que a chama ilumine tempos mais gentis para nós todas e todos!"

A professora de português Bianka Lins, de Curvelo (MG), foi a primeira trans a carregar a tocha olímpica. Em São Luís também teve representatividade LGBT na cerimônia da tocha olímpica, carregada pela trans Andressa Sheron.

Laerte, temos certeza de que você vai iluminar a cerimônia com sua determinação de vida!

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