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Atirador de Munique planejou o ataque por um ano

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MUNICH ATTACK
KARL-JOSEF HILDENBRAND via Getty Images
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O adolescente de 18 anos que abriu fogo em uma lanchonete em Munique, na Alemanha, e matou nove pessoas na última sexta-feira (22) planejou o ataque por um ano, informaram autoridades alemãs.

A ideia teria surgido em uma visita à cidade de Winnenden, palco de um ataque a tiros em uma escola, em 2009, afirma Robert Heimberger, chefe da polícia criminal da Bavaria, de acordo com a BBC. O adolescente tirou fotos na visita.

Segundo o site britânico, o garoto teria comprado o revólver Glock ilegalmente, na deep web. Apesar de a imprensa estrangeira ter identificado o adolescente como Ali David Sonboly, os policiais alemães ainda não oficializaram a identificação.

Heimberg disse também que os pais do garoto estão em choque e não puderam ser entrevistados. Havia uma suspeita de que o crime de Munique fosse uma espécie de tributo a um crime similar cometido na Noruega, em 2011, por Anders Behring Breivik, mas a polícia não encontrou o manifesto de Breivik ao investigar o quarto do garoto alemão.

Entre as nove vítimas do tiroteio em Munique, sete eram adolescentes, com idades entre 14 e 19 anos. Outras 35 pessoas ficaram feridas, de acordo com a BBC.

Em coletiva, oficiais estaduais disseram que as vítimas do ataque não foram alvos específicos e não eram colegas de classe do garoto.

Colegas de Sonboly contaram ao Guardian que o adolescente sofria bullying na escola, era bastante impopular e estava frequentemente sozinho. Vizinhos o descreveram como tímido e preguiçoso.

Autoridades alemãs disseram que o garoto recebeu tratamento de saúde mental em uma clínica por dois meses, em 2015, e deu continuidade ao tratamento em casa. Ele tinha medo de se relacionar com outras pessoas e depressão.

A polícia não encontrou nenhuma evidência de motivação política para o ataque. O garoto não tinha ligação com o Estado Islâmico.

Política de armamento

Autoridades alemãs pediram neste domingo uma revisão das restritas leis de armamento do país.

"O controle de armas é uma questão importante. Temos de continuar fazendo todo o possível para limitar e controlar rigorosamente o acesso a armas letais", disse o vice-chanceler alemão Sigmar Gabriel, líder do partido de centro-esquerda Democratas Sociais, ao Funke Mediengruppe, grupo dono de uma série de jornais alemães.

Segundo Gabriel, as autoridades alemãs estavam investigando como o alemão de dupla cidadania (também era iraniano) havia obtido acesso ilegal à arma - identificada pela polícia como uma pistola Glock 17 de 9 milímetros, a mais utilizada no mundo - apesar dos aparentes sinais de significativos problemas psicológicos.

"É evidente que teremos de discutir num futuro próximo sobre se as leis atuais de controle de armas são suficientes", disse o parlamentar alemão Stephan Mayer, um porta-voz dos conservadores da chanceler Angela Merkel, dominantes no Parlamento.

"A maior prioridade é combater o comércio ilegal de armas, uma vez que também poderia reduzir a criminalidade e o terrorismo", disse ele em um comunicado neste domingo.

Com informações da Reuters

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