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'O Comitê compreende a questão das pessoas transgêneras' diz Laerte ao carregar tocha olímpica

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LAERTE TOCHA OLMPICA
Fernando Soutello / Divulgação
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A cartunista e chargista trans Laerte Coutinho carregou neste domingo (24) a tocha olímpica durante cerimônia na cidade de São Paulo. Ela passou a chama olímpica para a apresentadora Sabrina Sato.

“Simbolicamente, conduzir a tocha é como fazer um desenho, porque ela descreve um percurso em que haverá um final. Esse final, de certa forma, reúne a energia conduzida em todo esse trajeto. O fogo é uma simbologia forte de energia, de poder, de luz, de saciedade das necessidades humanas, e fico contente de fazer parte desse ritual todo”.

“Eu sou muitas pessoas. Sou artista, jornalista, sou uma pessoa transgênero também. A segunda pessoa transgênero a conduzir a tocha, a primeira foi a Bianka Lins, em Minas. Isso tem um sentido, um significado de que o Comitê compreende a questão das pessoas transgêneras”.

Laerte iniciou em 2004 um processo de discussão sobre identidade de gênero e em 2012 foi uma das fundadoras da Associação Brasileira de Transgêneros (Abrat). Na sexta-feira, ela já havia agradecido o convite no Facebook.

O ponto de partida foi o Parque da Independência, onde fica o Museu do Ipiranga, na zona sudeste da cidade. O revezamento começou por volta das 8h, assim que a chama olímpica foi acesa pelo ex-jogador de vôlei Amauri, ganhador da medalha de prata nos Jogos Olímpicos em Los Angeles, nos Estados Unidos.

No parque Ibirapuera, foi a vez da ex-ginasta Laís Souza. "Minha tocha representa os cadeirantes", disse ao ficou de pé. Uma das principais ginastas brasileiras entre 2004 e 2008, Laís sofreu um acidente quando treinava esqui aéreo que a deixou tetraplégica, em 2014.

lais souza tocha olimpica

O grafiteiro Eduardo Kobra também participou do revezamento. “Esse momento é bastante especial, porque estou no Rio pintando um painel de 3 mil metros quadrados, que já é um recorde pessoal e acabou se tornando um dos maiores murais do mundo. Me inspirei nos aros Olímpicos, mas através dos nativos de cada um dos cinco continentes, representando o que eu acredito que são o maior legado dos Jogos: a união dos povos, das pessoas e a confraternização entre as culturas e religiões”, contou.

eduardo kobra tocha olimpica

A professora de português Bianka Lins, de Curvelo (MG), foi a primeira trans a carregar a tocha olímpica.

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