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Blindados e 47 mil agentes de segurança nas ruas do Rio de Janeiro: É a Olimpíada chegando

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RIO OLYMPICS
Soldados patrulham a praia de Copacabana no primeiro dia da operação de segurança da Olimpíada | Bruno Kelly / Reuters
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Com veículos blindados nas ruas e 47 mil agentes de segurança, incluindo policiais militares, federais e civis, começou, à 0h deste domingo (24), a operação de segurança das Forças Armadas para a Olímpiada de 2016.

Segundo o jornal Estado de S. Paulo, militares ocupam a orla do Rio de Janeiro e instalações estratégicas da capital fluminense, como estações de trem, de distribuição de água e de energia e também as usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2 e a Refinaria Duque de Caxias da Petrobrás.

Blindados foram colocados nas vias expressas e na Transolímpica, que liga a Barra da Tijuca a Deodoro, na zona oeste. São os bairros com as principais arenas olímpicas. Os 47 mil agentes de segurança que fazem parte da operação são das polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal e Força Nacional de Segurança, de acordo com a reportagem.

A operação foi iniciada em meio a um aumento de alerta do país para ataques terroristas. Na última quinta-feira (21), a duas semanas dos jogos olímpicos, dez suspeitos foram detidos por suspeita de planejar ataque terrorista no Brasil.

Com a abertura da Vila dos Atletas neste domingo, o espaço aéreo fica restrito para que as delegações que vão se movimentar pela cidade estão protegidas. A restrição se aplica, inclusive, a voos de asa-dela e parapente.

Segundo planejamento da Abin para os grandes eventos do Rio, dez delegações seriam as mais “sensíveis” do ponto de vista da segurança, sob risco alto de ataques terroristas. A lista é integrada por EUA, Canadá, Reino Unido, França, Egito, Irã, Iraque, Síria, Rússia e Israel. O Brasil entra no rol de nações sob risco baixo, informou a reportagem do jornal.

De acordo com matéria da Folha de S. Paulo, uma das preocupações do governo é reprimir possíveis abusos das tropas. Todas as ações dos militares serão filmadas durante os Jogos.

Nesta semana, uma delegação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi à França receber informações detalhadas e medidas adotadas pelo país quanto ao atentando ocorrido em Nice no dia 14, quando um ataque com um caminhão deixou 80 mortos.

“O modus operandi do terrorismo é diverso e se modifica dramaticamente de um ato para outro. É por isso que conhecer as experiências em outros países facilita o nosso processo de identificar novas possibilidades de execução de atos dessa natureza”, explicou o diretor de Contraterrorismo da ABIN, Luiz Alberto Sallaberry.

Salaberry também destacou a preocupação com os lobos solitários. “Em diversas áreas do mundo onde se discute estratégia e evolução do fenômeno terrorista hoje se coloca essa questão como principal desafio das autoridades de Inteligência e segurança”, afirmou a jornalistas na França.

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