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Sírio morre ao explodir bomba em Ansbach, na Alemanha, e deixa 12 feridos, diz polícia

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GERMANY
Michaela Rehle / Reuters
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Um sírio de 27 anos que teve asilo negado na Alemanha há um ano morreu nesta domingo (24) quando detonou uma bomba do lado de fora de um festival de música lotado em Ansbach, na Baviera, no quarto ataque violento no país em menos de uma semana.

Segundo informações da Deutsche Welle, o homem tentou entrar com a mochila carregada de explosivos no festival, mas foi impedido porque não tinha ingresso. Ele então detonou o dispositivo improvisado na entrada do evento. Segundo as autoridades alemãs, a bomba caseira continha pregos e poderia ter feito um estrago muito maior.

Uma porta-voz da força policial estadual da Baviera disse nesta segunda-feira (25) que é incerto se o homem era um militante islâmico e que investigações ainda estão sendo realizadas.

O jornal alemão Die Welt citou o ministro do Interior da Baviera, Joachim Herrmann, dizendo: "minha opinião pessoal é que infelizmente é muito provável que um verdadeiro ataque suicida islâmico tenha ocorrido aqui".

Segundo informações da FoxNews, o homem havia sido informado no último dia 13 que seria deportado para a Bulgária. Desde a negativa de seu pedido de asilo, ele era considerado um "tolerado" em território alemão. De acordo com autoridades alemãs, ele seria enviado para a Bulgária porque seu primeiro pedido de asilo havia sido feito naquele país.

Por conta da guerra civil que assola o país há mais de cinco anos, os sírios não podem ser enviados de volta para sua terra natal.

A polícia informou que 12 pessoas ficaram feridas, incluindo três em estado grave, no ataque em Ansbach, cidade de 40 mil pessoas e que possui uma base militar dos Estados Unidos.

O sírio esteve em tratamento duas vezes por tentar se matar, embora a explosão de domingo tenha sido mais que somente "uma pura tentativa de suicídio", disse Herrman à Reuters. Uma ligação islâmica não pode ser descartada, disse a repórteres mais cedo.

"É terrível... que alguém que veio para nosso país buscar asilo tenha cometido um ato tão hediondo e ferido um grande número de pessoas que estão em casa aqui, algumas de forma séria", disse Hermann durante entrevista coletiva nesta segunda-feira.

O incidente irá impulsionar a crescente inquietação pública sobre a política da chanceler Angela Merkel de portas abertas para refugiados, sob a qual mais de um milhão de imigrantes entraram na Alemanha ao longo do último ano, muitos fugindo da guerra no Afeganistão, Síria e Iraque.

Na última semana, a Alemanha foi alvo de quatro ataques. O primeiro, registrado na segunda-feira passada (18), foi perpetrado por um afegão que jurou lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico. O jovem de 17 anos feriu cinco passageiros de um trem, usando um machado e uma faca, antes de ser morto a tiros pela polícia.

Na sexta-feira (22), um jovem de 18 anos abriu fogo em um centro comercial em Munique, matando pelo menos 9 pessoas. De acordo com os investigadores, o jovem tinha dupla cidadania - alemã e iraniana - e histórico de problemas psiquiátricos. Ainda segundo autoridades, o garoto pesquisou ataques em massa e tinha uma obsessão por tiroteios, inclusive pelo massacre ocorrido na Noruega, em 2011, por Anders Behring Breivik.

O último incidente foi registrado também no domingo (24), quando uma mulher foi morta por um homem armado com um facão em um quiosque de fast-food turco no centro da cidade alemã de Reutlingen, no sudeste do país. De acordo com autoridades locais, o suspeito tem 21 anos, é um refugiado da Síria e tem histórico de atos anteriores de violência.

Com informações da Reuters

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