Huffpost Brazil

Descrença na política leva número de jovens eleitores a cair 20% no Brasil

Publicado: Atualizado:
Imprimir

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgados nesta segunda-feira (25), mostram que o número de eleitores com idade entre 16 e 17 anos caiu 20,4% de 2012 para este ano. São apenas 2,3 milhões. Na eleição municipal anterior chegou a quase três milhões.

Segundo O Estado de S.Paulo, para o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, essa redução pode representar uma descrença dos jovens com relação à política e falta de incentivo político sobre este eleitorado.

Para as eleições municipais, segundo o TSE, há 144 milhões de brasileiros aptos para votar em 5.568 cidades. O número de eleitores é 4% maior que o de 2012. São Paulo tem o maior colégio eleitoral, com 8,9 milhões de eleitores.

As mulheres continuam maioria. Era 51,9% em 2012 e agora são 52,2%. A faixa etária com maior percentual de eleitores é de 30 a 34 anos, com 11,23% do total. A faixa de instrução com maior percentual de eleitores é de ensino fundamental incompleto, com 28,58%.

Financiamento

Esta é a primeira eleição em que as regras da reforma política aprovada pelo Congresso no ano passado estão valendo. Para o presidente da corte, há distorções que precisam ser corrigidas.

Uma delas é o teto e gastos de Manaus. Um erro na prestação de contas de um candidato a vereador elevou o teto para R$ 26,7 milhões. Uma nota de R$ 2.850 foi computada como R$ 28,5 milhões.

"O que o legislador quis foi tirar uma fotografia dos gastos, aplicando um redutor. O resultado foi que temos essa fotografia um tanto quanto distorcida. É uma questão sem dúvida delicada. Terá de ser submetida ao TSE para uma deliberação. Mas a intenção, a boa fé do legislador, é evidente. Mas não contava ele com as distorções perpetradas por declarações que não correspondem minimamente à realidade”, disse o ministro em coletiva de imprensa, segundo O Globo.

Mendes também defendeu uma nova reforma política.

"Estamos convencidos de que não se pode mais que cheguemos à eleição de 2018 sem um reforma. Não podemos mais conviver com essa situação de multiplicação de partidos. Estamos aí com 28, 29 partidos representados no Congresso Nacional, e 35 ou 36 partidos habilitados recebendo um montante significativa de fundos. Há partidos que estão comprando helicóptero, jatinho, avião com fundo partidário. Isso precisa ser realmente superado.”

Esta também é a primeira eleição sem financiamento privado. Para Mendes, isso é um “experimento”.

"A preocupação é com caixa dois e a possibilidade de falta de recursos regulares. Alguns jornais tem publicado a possibilidade de que organizações criminosas participem das eleições de maneira mais enfática em função dessas restrições estabelecidas. Por outro lado, acredito que as empresas regulares, em princípio, tendo em vista essas operações, como a Lava Jato e outras, não vão se animar para uma operação de caixa dois.

Temos uma realidade muito complexa. Eu considero que demos um salto no escuro de termos feitos escolha pelo fim da doação privada sem mudar o sistema eleitoral”, disse, segundo a Folha de S.Paulo.

LEIA TAMBÉM:

- Justiça tira 12,5 minutos do tempo de propaganda do PT por defender Lula

- Russomano lidera intenção de votos para prefeitura de São Paulo

- PT veta aliança com defensor de impeachment, mas permite chapa com PMDB

Mais no HuffPost Brasil:

Close
Eleições 2014: Melhores Memes
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção