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Fazer atividade física 4 horas depois dos estudos ajuda o cérebro a memorizar informações

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Uma nova recomendação sobre como estudar propõe o seguinte: estude.

Espere um pouco. Então vá para a academia.

Uma pesquisa nova sugere que a prática de exercícios físicos pode ajudar as pessoas a reter informações, se for feita na hora certa. Essa hora certa seria algumas horas depois de você ter aprendido as novas informações, quando as novas memórias estão se estabilizando em seu cérebro.

Os autores do estudo, que incluem pesquisadores das universidades de Edimburgo, na Escócia, e Radboud, holandesa, dividiram 72 pessoas em grupos e orientaram todas a completar uma tarefa de memória. Imediatamente depois, um grupo de participantes teve que exercitar-se em bicicletas de spinning por meia hora.

O outro grupo esperou quatro horas antes de se exercitar. Um terceiro grupo não fez nenhuma atividade física.

Dois dias mais tarde os participantes retornaram ao laboratório para um teste de memória.

As pessoas que tinham esperado quatro horas e depois feito exercício físico tiveram desempenho 10% melhor nesse novo teste que os participantes dos dois outros grupos.

O efeito positivo sobre a memória foi modesto, mas a descoberta traz evidências iniciais de que o exercício físico, feito no prazo correto, pode melhorar a retenção de memórias, dizem os pesquisadores. Ainda não se sabe qual é a janela temporal exata para obter os melhores resultados.

O estudo testou os efeitos do exercício físico sobre a memória após um período de quatro horas, mas é possível que esperar duas ou seis horas para se exercitar tenha um efeito melhor (ou pior) sobre a memória.

As informações recentemente aprendidas geram traços de memória no cérebro; esses traços podem se deteriorar ou podem ser consolidados com a memória de longo prazo.

Estudos recentes mostram que o exercício físico gera um aumento grande na liberação de determinados neurotransmissores, como dopamina e noradrenalina, que provavelmente são cruciais para a consolidação das memórias.

Os pesquisadores especulam que talvez seja essa razão por que malhar ajudou os participantes do estudo a reter informações.

“Essas proteínas ajudam a estabilizar os novos traços de memória, que, de outro modo, seriam perdidos”, disse ao Huffington Post em e-mail o Dr. Guillen Fernandez, professor de neurociência cognitiva no Centro Médico da Universidade Radboud.

“O exercício físico está no início desta sequência, porque é acompanhado pela liberação de dopamina e norepinefrina.”

Fernandez disse que, para produzir os efeitos de melhora da memória, provavelmente é preciso fazer exercício físico de alta intensidade.

Para ele, “serão necessários mais estudos para definir o tempo melhor de espera em humanos (entre o estudo e a prática do exercício físico).

Em outras palavras, é possível que quatro horas não seja o tempo de espera ideal. Pesquisas futuras podem nos ajudar a obter uma resposta mais precisa.”

A pesquisa saiu no periódico Current Biology.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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