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Polícia divulga retrato falado de homem acusado de atacar pessoas com agulha em SP

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Poderia ser só lenda urbana. Mas é fato: há um homem atacando pessoas em São Paulo com uma seringa. A Polícia Civil divulgou o retrato falado do suspeito de cometer os ataques nesta terça-feira (26), de acordo com a Folha.

retrato falado

A primeira denúncia foi feita pela amiga de uma das vítimas pelo Facebook em junho deste ano. O caso ocorreu na avenida Paulista, no coração da capital paulista.

"Uma amiga que estava passando em frente ao Shopping Cidade São Paulo foi pega de surpresa pelas costas quando um homem moreno, magro, de moletom verde injetou uma agulha em suas costas", contou Sol Alayla.

De acordo com o SPTV, da TV Globo, a jovem Andressa Oliveira também foi vítima de um ataque na Estação Pinheiros de metrô. Ela procurou a emergência do Instituto Emílio Ribas, especializado em doenças contagiosas. Lá ouviu de uma enfermeira que naquela semana outras 20 pessoas procuraram o hospital e relataram situação similar.

"A enfermeira disse que eu tive sorte, pois outra moça chegou lá com a perna toda rasgada pela seringa."

Desde então, Andressa está tomando um coquetel com três medicamentos para impedir o contágio do vírus HIV.

Apesar do susto, médicos infectologistas argumentam que o risco de contaminação nessas situações é baixo. O Instituto Emílio Ribas disse à Folha que "os riscos de transmissão de doenças infecciosas são considerados mínimos, não havendo necessidade de pânico para a população":

"Recomendamos que se mantenha a calma, lave o ferimento com água e sabão, não use álcool ou solução que machuque a pele e procure um serviço de saúde para avaliação. ​Importante salientar que existe disponível na rede pública de saúde a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), medicação que previne a transmissão do vírus HIV, caso seja tomada no máximo até 72 horas após uma situação de exposição. A PEP está disponível nas unidades de emergência ou de atendimento especializado em DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis)."

Procurados pela TV Globo, tanto o instituto quando a Secretaria de Segurança Pública da capital alegaram que não podem divulgar o número de casos atendidos por conta de sigilo médico.

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