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Calote de Alckmin? Metrô pode ser despejado de imóvel por falta de pagamento

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O Metrô de São Paulo corre o risco de ser despejado de um imóvel que utiliza nas obras da Linha 17. Tudo porque, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, os pagamentos estão em atraso. A dívida, segundo o jornal, surgiu após atrasos de repasses pelo governo de Geraldo Alckmin.

O governo Alckmin perdoou as dívidas de R$ 116 milhões da multinacional francesa Alstom. O Ministério Público do Estado de São Paulo vai investigar o acordo.

"Não vejo sentido nesse acordo. O Metrô aplicou multas no limite máximo à Alstom em decorrência do contrato. Como agora perdoa essas multas?", afirmou o promotor Marcelo Milani, à Folha de S. Paulo. As multas aplicadas pelo governo à Alstom no contrato chegaram a R$ 78 milhões. O Ministério Público (MP) vai investigar o perdão da dívida.

O contrato com a Alstom gerou perdas de mais de R$ 300 milhões para o Metrô. Além disso, o governo estadual aceitou que o produto contratado - um sistema digital que visa a reduzir o intervalo entre os trens - seja entregue até 2021, com dez anos de atraso.

A matéria destaca que as relações da Alstom com tucanos são investigadas desde 2008, quando surgiram indícios de que a multinacional francesa teria pago propina entre 1998 e 2003 para fechar contrato com estatais de energia, no governo de Mário Covas.

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