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'Nós podemos fazer isso', diz Angela Merkel sobre política de acolhimento de refugiados

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ANGELA MERKEL
Michael Gottschalk via Getty Images
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A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, interrompeu suas férias para uma coletiva de imprensa onde afirmou, categoricamente, que não vai modificar sua política de "braços abertos" para os refugiados, em função dos recentes ataques à Alemanha.

"Nós podemos fazer isso",
disse Merkel, repetindo uma frase que usou na coletiva do ano passado, quando milhares de migrantes, refugiados e solicitantes de asilo entravam na Alemanha todos os dias.

Segundo a Deutsche Welle, o fato de Merkel ter antecipado sua tradicional coletiva do final de agosto para o mês de julho também indica a intensidade da pressão que a líder está sofrendo. Merkel está sofrendo críticas da oposição e também de aliados por conta de sua política imigratória após ataques envolvendo estrangeiros terem assolado a Alemanha.

"Para mim está claro: nós seguiremos apegados aos nossos princípios fundamentais", disse Merkel, segundo o Wall Street Journal. A mandatária se refere à Constituição alemã, que garante que "a dignidade humana deve ser inviolável".

"Esses princípios significam que nós vamos dar asilo àqueles que são politicamente perseguidos e vamos dar proteção aos que fogem da guerra de acordo com a Convenção de Genebra".

Merkel, que vem sendo pressionada para fechar as fronteiras do país, que no ano passado recebeu mais de 1 milhão de migrantes disse que entende o temor das alemães, mas afirmou que "o medo não pode ser guia para as ações políticas".

A chanceler prometeu lançar uma série de medidas, incluindo a deportação mais veloz daqueles que tiverem seus pedidos de asilo negados, fomento no pessoal e nos equipamentos das agências de segurança e intensificação dos esforços para a detecção de radicais que solicitem asilo.

No último domingo (24), um sírio que seria deportado para a Bulgária detonou uma bomba do lado de fora de um festival de música lotado em Ansbach, na Baviera. Doze pessoas ficaram feridas, três em estado grave, e o sírio morreu com a explosão.

O ataque foi o primeiro atentado envolvendo um homem-bomba suicida na história da Alemanha.

Na semana anterior, um ataque perpetrado por um afegão que jurou lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico feriu cinco passageiros de um trem. O rapaz usou um machado e uma faca, antes de ser morto a tiros pela polícia.

Na sexta-feira (22), um jovem de 18 anos abriu fogo em um centro comercial em Munique, matando pelo menos 9 pessoas. De acordo com os investigadores, o jovem tinha dupla cidadania - alemã e iraniana - e histórico de problemas psiquiátricos.

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