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Nem tentativa de chamar gringos avança e protestos fracassam

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PROTESTO
Paulo Pinto/ AGPT
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Protestos marcados para este domingo (31) contra e a favor da presidente afastada Dilma Rousseff em todo País fracassaram. Até mesmo no Rio de Janeiro, onde a manifestação contra a petista contou com discursos e cartazes em inglês para atrair a imprensa estrangeira, o público foi baixo.

Os organizadores esperavam cerca de 1,5 mil pessoas. Em abril do ano passado, o protesto contra Dilma levou 12 mil pessoas às ruas do Rio.

Os cartazes para fisgar os jornalistas que estão na cidade para cobrir os jogos olímpicos traziam frases como: “brasileiros não toleram corrupção”.

À Folha de S.Paulo, Luiz Bergara, um dos líderes do Movimento Brasil Livre justificou o esvaziamento.

"O MBL resolveu protestar dia 21 de agosto. Por isso o esvaziamento, mas vamos aproveitar reavivar o tema do impeachment, que estava em segundo plano com a olimpíada. O principal é mostrar nossa realidade para o público externo.”

Em São Paulo e em Brasília, o público do protesto contra a petista também foi baixo. Na capital federal chegou a 5 mil pessoas. Os organizadores disseram acreditar que o número de pessoas nos protestos vai aumentar quando começar o julgamento final do impeachment, previsto para o fim de agosto.

“Queremos a saída definitiva de Dilma. Os crimes de responsabilidade dela foram comprovados na Comissão do Impeachment e no TCU”, afirmou Jailton Almeida, um dos coordenadores do Vem pra Rua, em Brasília.

Em São Paulo, também com quórum baixo, a frente “Povo Sem Medo” pediu o retorno de Dilma e novas eleições. Um dos responsáveis pela mobilização, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, garantiu que vai ter resistência.

Em vídeo, ele disse que o grupo vai fazer uma série de atos no período dos jogos porque é um período em que o País está em foco. “Mostrar que o golpe está em curso, que temos um governo ilegítimo”, pontuou.

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