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Ex-ministro petista era 'patrono' do crime, diz Ministério Público

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PAULO BERNARDO
Marcelo Camargo / Agência Brasil
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O ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo foi apontado pelo Ministério Público Federal em São Paulo como "patrono" do esquema Consist – empresa de software que teria desviado R$ 102 milhões de empréstimos consignados. Ele é acusado pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Na denúncia apresentada nesta segunda-feira (1), o Ministério Público cita e-mail apreendido na operação em que Paulo Bernardo é tratado por um dos integrantes do esquema como o ‘patrono’ da organização. Segundo o procurador da República Andrey Borges de Mendonça, o ex-ministro tinha ‘atuação bastante importante’ nos desvios de recursos.

Titular da pasta no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Paulo Bernardo foi preso pela Polícia Federal em 23 de junho e solto por ordem do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

No esquema em curso de 2009 a 2015, a Procuradoria da República afirma que o dinheiro da propina era repassado aos agentes públicos por parceiros encarregados de elaborar contratos simulados com a Consist.

A denúncia aponta que a fração inicial de Paulo Bernardo era de 9,6% do faturamento da empresa. O perrcentual caiu para 4,8% em 2012 e para 2,9% em 2014.

O petista deixou o Planejamento em 2011, quando assumiu o Ministério das Comunicações, no governo da presidente Dilma Rousseff.

Também foram denunciados outros 19 envolvidos na operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato que investiga desvios de recursos do Ministério do Planejamento.

A lista inclui os ex-tesoureiros do PT Paulo Ferreira, por tráfico de influência e organização criminosa, e João Vaccari Neto, por tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Se a Justiça receber a denúncia, o ex-ministro torna-se réu e responderá a processo.

De acordo com Verônica Sterman, advogada do petista, Paulo Bernardo "não se beneficiou de qualquer quantia da Consist" e espera que a Justiça "reconhecerá a improcedência das acusações".

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