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Prestes a ser cassado, Eduardo Cunha prepara dossiê sobre aliados de olho em delação

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EDUARDO CUNHA
EVARISTO SA via Getty Images
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Com a aproximação da votação do processo de cassação do mandato no plenário da Câmara dos Deputados, o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) reúne informações detalhadas de aliados para uma possível delação premiada, de acordo com o jornal O Estado de São Paulo.

O peemedebista está organizando um levantamento aprofundado sobre como ajudou seus aliados nos últimos anos, com informações sobre financiamento de campanhas eleitorais, distribuição de cargos e empréstimos, segundo o jornal.

Desde que o processo em que é alvo avançou no Conselho de Ética, o parlamentar tem dados sinais de que poderia colaborar com as investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR), em um alerta a outros deputados com pendências judiciais.

Segundo o Estadão, Cunha deve aguardar o resultado da votação da cassação no plenário para depois decidir se vai aderir à delação.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RO) afirmou que só colocará o tema em votação quando houver quórum de 460 parlamentares. São necessários 257 votos para o afastamento definitivo do peemedebista.

A expectativa é de que a votação fosse na próxima semana, mas o Planalto trabalha para postergar essa data. Maia já afirmou que a prioridade do momento é apreciar matérias de interesse do governo.

O presidente interino, Michel Temer, também prefere que a situação de Cunha seja definida após o fim da discussão do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, no Senado. Isso porque uma eventual delação pode afetar o resultado do processo de afastamento da petista.

No Twitter, Cunha negou estar elaborando o dossiê e disse que irá processar o jornal.


Réu por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato, o deputado é acusado de mentir à CPI da Petrobras ao negar ter contas no exterior. Tais contas foram abastecidas com recursos desviados da Petrobras, de acordo com as investigações da PGR e da Polícia Federal.

Antes do recesso parlamentar, em 14 de julho, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) rejeitou, por 40 votos a 11, o recurso do peemedebista. Uma semana antes, Cunha renunciou à presidência da Casa em busca de se salvar. Nos bastidores, a avaliação é de que ele perderá o mandato na votação em plenário.

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