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Ex-presidente da Queiroz Galvão é preso em nova fase da Operação Lava Jato

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OTHON ZANOIDE
Em 2014, Othon Zanoide passou cinco dias preso na sede da Polícia Federal em Curitiba durante sétima fase da operação | Rodolfo Buhrer / Reuters
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Deflagrada nesta terça-feira (2), a 33) fase da Operação Lava Jato tem como alvo a construtora Queiroz Galvão e sua participação no chamado cartel das empreiteiras. A empresa é suspeita de ter pago R$ 10 milhões ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, que morreu em 2014.

Batizada de "Resta Um", a operação atinge os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco e Minas Gerais. Cerca de 150 policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária, seis de condução coercitiva e 23 de busca e apreensão.

O ex-presidente da Queiroz Galvão Ildefonso Colares Filho e o ex-diretor Othon Zanoide Moraes Filho foram presos preventivamente. Ambos já haviam sido detidos durante a sétima fase da operação, em novembro de 2014, mas foram soltos após decisão da Justiça.

A PF ainda cumpre mandado de prisão temporária contra Marcos Pereira Reis, executivo da Quip.

"As investigações indicam que a Queiroz Galvão formou, com outras empresas, um cartel de empreiteiras que participou ativamente de ajustes para fraudar licitações da Petrobras", traz comunicado do Ministério Público Federal.

"Além dos ajustes e fraude a licitações, as evidências colhidas nas investigações revelam que houve corrupção, com o pagamento de propina a funcionários da Petrobras. Executivos da Queiroz Galvão pagaram valores indevidos em favor de altos funcionários das diretorias de Serviços e de Abastecimento."

A força-tarefa da Lava Jato também informou ter identificado indícios concretos de que executivos da construtora fizeram pagamentos em dinheiro para dificultar o andamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras no Senado, em 2009.

Em abril, o ex-senador Gim Argello foi preso na 28ª fase da Lava Jato. Ele era vice-presidente da CPI da Petrobras e foi acusado de receber pagamentos em dinheiro para evitar a convocação de executivos na comissão. Ele fechou acordo de delação premiada com a Justiça poucos dias após sua prisão.

Segundo o comunicado, o pagamento de propinas está comprovado "por farta prova documental" que corroborou a delação de pelo menos cinco pessoas, três delas dirigentes de empreiteiras.

A nova fase quer aprofundar também a investigação de pagamento de milhões de dólares de propinas em contas secretas no exterior. Quer ainda conseguir mais provas sobre a obstrução à investigação realizada pela CPI da Petrobras em 2009.

A Queiroz Galvão ainda não se pronunciou sobre a operação.

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