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Temer pressiona e Renan antecipa votação do impeachment para dia 25

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RENAN E TEMER
Decisão de Renan beneficia o correligionário Michel Temer | Wilson Dias/Agência Brasil
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O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou nesta terça-feira (2) que a votação do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) iniciará no próximo dia 25, diferentemente do que foi informado pelo Supremo Tribunal Federal. No fim de semana, a corte divulgou que a votação seria iniciada no dia 29.

O peemdebista disse ainda que se for preciso, os senadores vão trabalhar no fim de semana. A expectativa é que a votação demore até cinco dias. Na Câmara dos Deputados, o processo durou três dias.

A decisão de Renan beneficia o presidente em exercício, Michel Temer (PMDB). É de interesse de Temer que o processo seja concluído ainda neste mês para viabilizar a participação do peemedebista no G-20, em Hangzhou, na China. Esta pode ser a primeira viagem internacional do peemedebista.

Embora tenha negado alteração na data e enfatizado que já estava previsto que o julgamento do impeachment iniciasse dia 25 ou 26, Renan afirmou que é melhor que a decisão seja tomada o quanto antes.

“É evidente que ir para a reunião do G-20 nesta indefinição é ruim para o Brasil, para as instituições”, disse Renan.

Calendário

Embora haja pressão do Palácio do Planalto para concluir o processo o mais rápido, o presidente em exercício não fez nenhum pedido para que a reunião fosse antecipada. “Conversamos sobre conjuntura, agenda do Legislativo, expectativa econômica. Ele não falou nem falaria nada neste sentido.”

Um dos que fizeram coro para que a votação fosse iniciada o quanto antes foi o senador Romero Jucá (PMDB-RR) - que foi ministro de Temer.

Na segunda-feira (1º), ele disse que não tinha porque o Senado não trabalhar sábado e domingo "num momento grave como este” e lembrou que a Câmara trabalhou no fim de semana. Ele também colocou em xeque a participação de Temer como presidente interino no G-20.

"Entre fazer piquenique no fim de semana e decidir futuro do Brasil, tenho certeza que os senadores vão preferir decidir o futuro do Brasil", defendeu Jucá.

O presidente do Senado colocou a culpa da divulgação da votação no dia 29 pelo Supremo na “obsessão por informar" que "leva os técnicos a fazer calendário e calendários”.

Ainda segundo ele, o presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, está ciente da data. Está prevista para quinta-feira (4), quando há jogo da Olimpíada em Brasília, uma reunião com o ministro e os líderes para definir os detalhes da votação.

“Acho que o melhor horário é a noite, logo depois do jogo de futebol. Durante o jogo da Olimpíada fica complicado, o acesso, a segurança, vai ficar difícil. Podemos fazer antes ou depois do jogo. "

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