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Contra cassação, Eduardo Cunha vai ao STF enquanto aliados trabalham para esvaziar Câmara

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EDUARDO CUNHA
Brazilian suspended president of the Lower House of Congress Eduardo Cunha gestures as he testifies before the Committee of Ethics of the Lower House in Brasilia on May 19, 2016. / AFP / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images) | EVARISTO SA via Getty Images
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Próximo de ter a cassação do mandato decidida no plenário da Câmara, o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) apresentou nesta terça-feira (2) um mandado de segurança ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a continuidade do processo.

De acordo com a Folha de São Paulo, a defesa do peemedebista listou uma série de supostas irregularidades tanto no Conselho de Ética quanto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da representação que pede o fim de seus direitos políticos.

Em 14 de julho, a CCJ rejeitou, por 40 votos a 11, o recurso do parlamentar Uma semana antes, Cunha renunciou à presidência da Casa em busca de se salvar. Se perder o mandato, o peemedebista perde o foro privilegiado e as investigações de que é alvo passam para as mãos do juiz Sérgio Moro.

Em outra estratégia é tentar esvaziar o plenário no dia em que a cassação for a voto. Aliados calculam que cerca de 200 deputados não aparecerão, de acordo coma a Folha. Como são necessários 257 votos para o afastamento definitivo do deputado, ausências o beneficiam.

Pressionado por deputados contrários a Cunha, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RO) afirmou que fará a leitura do parecer na próxima segunda-feira. Ele não marcou,contudo, a data da votação.

O governo interino de Michel Temer teme que a cassação de Cunha possa prejudicar o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Maia já afirmou que só colocará o tema em votação quando houver quórum de 460 parlamentares e que sua prioridade são pautas econômicas, como a dívida dos estados.

Réu por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato, Cunha é acusado de mentir à CPI da Petrobras ao negar ter contas no exterior. Tais contas foram abastecidas com recursos desviados da Petrobras, de acordo com as investigações da PGR e da Polícia Federal.

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