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Prejudicados pela guerra, atletas da Síria sonham com glória olímpica

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SYRIA
Abdalrhman Ismail / Reuters
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Ao ver seu país desmoronar, o ginasta sírio Ahmad al-Sawas testemunhou o mesmo acontecer com seu sonho olímpico.

Último campeão nacional antes do início dos combates, ele sabia que apoiar o grupo antigoverno na guerra civil de mais de cinco anos o impediria de ser selecionado para a Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016.

"Escolhi ser um atleta que participa da revolução", disse Ahmad, que treina duas horas por dia onde pode –seja em um colchão em um campo de futebol, em um salão local ou dando cambalhotas de cima de um muro.

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"Sei que isso pode me custar minha futura carreira atlética, entendo isso muito bem", disse.

O Comitê Olímpico Sírio está enviando sete competidores ao Rio neste mês para participarem de provas de atletismo, natação, judô, tênis de mesa e halterofilismo.

O fato de o comitê ser administrado pelo governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, na capital Damasco na prática descartou qualquer esportista que more em áreas sob controle dos rebeldes, incluindo o bairro de Bustan al-Qasr, na cidade de Aleppo, onde Ahmad, de 19 anos, ganha a vida vendendo e consertando equipamentos eletrônicos na loja do pai.

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Ahmad, que começou a praticar ginástica aos 6 anos de idade, viajou à Rússia para os Jogos das Crianças da Ásia em 2012 e venceu o campeonato nacional em 2011, pelo qual recebeu 40 dólares do governo por sua participação.

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