Huffpost Brazil

Todo homem precisa ler este ensaio de Barack Obama sobre o feminismo

Publicado: Atualizado:
OBAMA SASHA MALIA
Carlos Barria / Reuters
Imprimir

O presidente dos EUA, Barack Obama, é feminista e não tem medo de falar isso ao mundo.

Em um ensaio cheio de convicção que publicou na revista Glamour, o presidente dos Estados Unidos escreveu sobre o impacto negativo que os estereótipos de gênero rígidos exercem sobre pessoas de todas as identidades de gênero, todas as identidades raciais e as identidades sexuais – além da importância especial que tem o “feminismo do século 21” em um ano eleitoral em que os democratas escolheram uma mulher como sua candidata à Presidência e os republicanos optaram por um loiro oxigenado misógino e artificialmente bronzeado.

Obama escreveu sobre sua própria relação com o feminismo e pediu aos homens que adiram à causa: “Combater o sexismo é totalmente responsabilidade dos homens também. E, como maridos, companheiros e namorados, precisamos batalhar e fazer questão de criar relacionamentos pautados pela igualdade real.”

O texto do presidente fala dos avanços feitos nos últimos 100 anos nos Estados Unidos. Mas é claro que avanços conquistados não significa que se tenha chegado à paridade de gêneros. Na verdade, como Obama reconhece, ainda estamos muito longe disso sob vários aspectos. Ainda existe uma disparidade salarial notável entre homens e mulheres, e essa disparidade pesa desproporcionalmente sobre as mulheres de cor. A violência sexual contra mulheres (e homens) nem sempre é denunciada e levada à justiça. As mulheres de cor ainda estão sub-representadas nos níveis mais altos do governo, das empresas e da tecnologia. E a lista continua.

As mensagens abaixo são surpreendentes, vindas do presidente (homem) dos Estados Unidos:

Precisamos continuar a mudar a atitude de criar nossas filhas para ser recatadas e nossos filhos para serem assertivos, que critica nossas filhas para falarem o que pensam e nossos filhos por derramarem uma lágrima. Precisamos continuar a mudar a atitude que pune as mulheres pela sexualidade delas e premia os homens pela deles.

Precisamos continuar a mudar a atitude que permite o assédio rotineiro de mulheres, quer estejam andando na rua ou ousando navegar na internet. Precisamos continuar a mudar a atitude que ensina os homens a sentir-se ameaçados pela presença e o sucesso das mulheres.

Precisamos continuar a mudar a atitude que parabeniza os homens por trocarem uma fralda, que estigmatiza os homens que cuidam dos filhos em tempo integral e que penaliza as mães que trabalham fora de casa. Precisamos continuar a mudar a atitude que valoriza a autoconfiança, competitividade e ambição no trabalho – a não ser que a pessoa seja mulher. Precisamos continuar a mudar uma cultura que lança uma luz especialmente áspera sobre meninas e mulheres de cor.

Obama falou de como essas lacunas e esses casos de dois pesos e duas medidas estão presentes em sua própria vida e nas vidas de suas filhas, Sasha e Malia. Como pai de duas meninas, o presidente reconheceu que a igualdade de gêneros virou uma causa ainda mais pessoal para ele.

“É importante que o pai delas seja feminista, porque agora é isso o que elas esperam de todos os homens”, ele escreveu.

E, no meio de uma eleição em que estamos vendo a misoginia sendo empregada como estratégia de campanha, a frase de Obama lembrando que “o importante nunca foram apenas os Benjamins*, mas também as Tubmans” parece especialmente válida.

Obrigada, Barry.

Leia o ensaio completo de Obama (em inglês) na Glamour.

*Nota da Tradutora: Benjamins (de Benjamin Franklin) são as cédulas de US$100, e Tubmans (de Harriet Tubman, abolicionista negra americana) são as cédulas de US$20.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

Também no HuffPost Brasil

Close
Frases inspiradoras de famosas sobre o feminismo
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção