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Do lado de fora do Maracanã, o bicho pegou nos protestos contra Temer e os 'Jogos da Exclusão'

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protestos rio

Um grupo contrário à realização da Rio 2016 participou de um protesto pelas ruas do entorno do estádio do Maracanã nesta sexta-feira, e a polícia usou granadas e gás de efeito moral para dispersar a manifestação, realizada horas antes da cerimônia de abertura.

Houve confusão dentro de uma padaria, que foi danificada pela entrada de manifestantes e da polícia. Um homem foi detido no tumulto. No último bloqueio perto do estádio os manifestantes desistiram de avançar e se reuniram em uma praça.

O conflito ocorreu por volta das 18h, quando a praça estava lotada de famílias, a maioria com bebês e crianças pequenas, que brincavam no local, tradicional ponto de recreação do bairro. O acirramento aconteceu após um grupo de jovens manifestantes, alguns com o rosto coberto, terem incendiado uma bandeira do Brasil, com a qual saíram correndo, imitando uma tocha.

O Batalhão de Choque avançou sobre os manifestantes e começou a disparar diversas bombas de gás lacrimogêneo, provocando uma correria na praça, com pais tentando proteger os filhos dos efeitos do gás, o que gerou muita revolta nas pessoas, a maioria moradora das redondezas e que não participavam do protesto.

Algumas pessoas passaram mal e chegaram a desmaiar, sendo atendidas por voluntários da Cruz Vermelha que acompanhavam a manifestação para dar suporte. A estação de metrô que funciona na praça chegou a fechar as portas como medida de segurança. A cena foi monitorada do alto o tempo todo por um helicóptero da PM.

A professora Joana Souza, de 44 anos e moradora do bairro da Tijuca, levou seu próprio cartaz com a frase "Olimpíada bilionária e saúde precária".

"O povo tem que denunciar esse absurdo. R$ 40 bilhões na Olimpíada e não tem remédio no hospital nem professor nas escolas."

Ao mesmo tempo, havia na rua gente em defesa dos Jogos. "Sou a favor da Olimpíada, a união dos povos do mundo, vem um bando de pessoas e faz o oposto, guerra, pedra. O povo não está civilizado suficiente para ter um evento esportivo desse", disse a servidora pública Lúcia Santos, de 55 anos, moradora da Tijuca, bairro da zona norte do Rio onde está localizado o estádio.

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