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João Santana e Odebrechdt são os algozes de Dilma e Temer em delações premiadas

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DILMA TEMER
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Reportagem da revista Veja desta semana revela trechos da delação premiada feita pelo presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, durante a Operação Lava Jato. De acordo com a publicação, o executivo teria citado o presidente interino Michel Temer numa reunião onde foi negociado o repasse de R$ 10 milhões ao PMDB.

O encontro teria acontecido dentro do Palácio do Jaburu, em maio de 2014. Além de Temer, então vice-presidente da República, participaram o próprio Odebrecht e o atual ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que na época era deputado.

De acordo com o trecho da delação obtido pela revista, nesta reunião, Temer teria pedido "apoio financeiro" ao empresário. O repasse aconteceu sob a forma de dinheiro vivo, entre agosto e setembro de 2014, num total de R$ 10 milhões ao PMDB.

Desse total, R$ 4 milhões foram repassados para Eliseu Padilha enquanto os outros R$ 6 milhões foram endereçados a Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), suposto mentor do jantar entre o empreiteiro e os peemedebistas, do qual não participou.

Dilma

Ainda segundo a revista Veja, a presidente afastada Dilma Rousseff pode ser "destruída" pela delação do marqueteiro de sua campanha de 2014, João Santana.

A reportagem teve acesso ao depoimento dado pelo marqueteiro ao juiz da Lava Jato, Sérgio Moro. Santana teria revelado que Dilma não apenas sabia das operação de caixa 2 na sua campanha de 2014, mas que partiu dela a ordem para que o esquema fosse executado.

O encarregado de negociar o caixa dois com os doadores da campanha seria o então ministro da Fazenda, Guido Mantega. O papel de operador de caixa teria sido exercido também pelo ex-ministro Antonio Palocci, apontado por Santana como o responsável por esquematizar o fluxo de pagamentos clandestinos que viabilizaram vários serviços nas eleições de 2006 e 2010.

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