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MEDALHA neles! Atirador que treinava na garagem de casa conquista a primeira prata do Brasil

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FELIPE WU
RIO DE JANEIRO, BRAZIL - AUGUST 06: Felipe Almeida Wu of Brazil celebrates after winning the silver medal in the 10m Air Pistol Men's Finals on Day 1 of the Rio 2016 Olympic Games at the Olympic Shooting Centre on August 6, 2016 in Rio de Janeiro, Brazil. (Photo by Sam Greenwood/Getty Images) | Sam Greenwood via Getty Images
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A primeira medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio veio em uma modalidade que o país não conquistava um pódio há quase um século. O paulista Felipe Wu, atual líder do ranking mundial, conquistou a medalha de prata na pistola de ar de 10m, disciplina do tiro esportivo, na tarde deste sábado, no Complexo Esportivo de Deodoro.

Foi uma disputada de fazer o coração bater acelerado. Até a última rodada, Felipe Wu estava na frente do adversário Xuan Vinh Hoang, do Vietnã. Só não ficou com o ouro porque o vietnamita deu um tiro perfeito e ultrapassou nosso brasileiro.

Campeão de duas etapas da Copa do Mundo este ano, Felipe Wu começou a atirar ainda criança, aos nove anos, levado pelo pai, Paulo, um professor de física de origem chinesa e instrutor de tiro por hobby. Com ele, começou a praticar em um quartel perto de casa e competiu pela primeira vez em 2004, aos 12 anos. Em 2010, conquistou a prata na Olimpíada da Juventude de Cingapura. É dele o recorde brasileiro júnior, sênior em finais e por equipes.

Até um ano atrás, pouca gente conhecia Felipe Wu. Ele praticamente saiu do nada para alcançar a façanha olímpica. A primeira medalha do Brasil em 2016 foi lapidada na garagem de casa da família Wu.Treinava onde ficava a churrasqueira – porque preferia tiro a churrasco. A posição ocupava o lugar do carro. Felipe Wu construiu a prata na insistência: sem patrocinador, sem mídia, sem assédio.

"Estou muito feliz. Sentimento de dever cumprido. Tudo valeu a pena. E isso é o melhor: você saber que todo trabalho, toda abdicação, tudo valeu a pena. Agora é comemorar", disse ele depois de conquistar a medalha.

Tradição

O tiro esportivo voltou a dar medalhas para o Brasil depois de 96 anos. Na primeira participação brasileira, na Antuérpia, em 1920, o país conquistou três medalhas na modalidade: ouro com Guilherme Paraense (pistola rápida) – que dá nome ao complexo de tiro esportivo de Deodoro –, prata com Afrânio Costa (pistola livre) e bronze por equipes.

Felipe avançou para a final em sétimo, com 580 pontos, empatado com o oitavo colocado – apenas oito se classificavam. Na final, ele teve 202.1 pontos contra 202.9 de Xuan Vinh Hoang, do Vietnã. O bronze ficou com Pei Wong, da China.

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