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Está na hora de esquecer o 7 a 1: As mulheres estão fazendo o Brasil voltar a torcer pela seleção

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SOCCER BRAZIL FEMALE
Harry How via Getty Images
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Elas não têm supersalários, nem fecham contratos milionários. Elas não aparecem na televisão às quartas e aos domingos e não contam com torcedores que sabem a escalação da zaga ao ataque. Mas na noite deste sábado, os brasileiros pararam para ver um Brasil das mulheres arrasarem em campo. Há tempos o torcedor é órfão de torcer pela seleção. Não é para menos: todo dia é um 7 a 1 diferente. Em um Engenhão completamente lotado, a Seleção Feminina de Futebol fez nós, torcedores, esquecermos dos alemães e lembrarmos dos 5 a 1 sobre a Suécia.

As brasileiras são valentes, não se intimidam com o estádio lotado. Pelo contrário, faz dos gritos de 'Brasil'o combustível para atacar desde o primeiro minutos. As suecas - assim como as chinesas na quinta-feira - sentiram a pressão e viram as brasileiras tocarem bola, driblar, chutar fazerem gols. Tudo com muita consciência tática. E a torcida reconhece isso porque sente falta de todas essas qualidades na seleção masculina.

Logo aos 20 minutos, a atacante Bia Zaneratto fez o estádio explodir. A zaga da Suécia marcou bobeira, o Brasil pressionou a saída de bola e abriu o placar da partida.

Cristiane, aos 24 minutos, em um gol de letra. A marta, camisa 10, fez um toque daqueles que faz tempo que não vemos os homens fazerem. E o melhor: de letra, com classe, Cristiane finaliza como a maior goleadora da seleção precisa fazer. Sem desculpas, sem nervosismo. Com a segurança que uma boa jogadora deve ter.

Aos 43, Cristiane - ela de novo- sofreu pênalti.

Marta foi pra cobrança e fez seu primeiro gol na Olimpíada. A bola caminhou com classe, rasteira, até encontrar as redes no canto direito. A goleira sueca foi parar no outro lado, desolada.

No segundo tempo, nada de diferente: o Brasil voltou aguerrido, trocando passe e controlando o jogo. A Suécia até tentou fazer uma marcação mais avançada, mas com muita calma e com habilidade as brasileiras continuavam chegando ao ataque.

As pessoas no estádio voltaram a torcer, a gritar e a aplaudir quem está dando o coração dentro de campo. Aos 10 minutos do segundo tempo, por exemplo, Formiga - na sua quinta Olimpíada - foi substituída e ovacionada pela torcida brasileira na saída de campo.

Até quando a artilheira Cristiane sai machucada do campo, a torcida demonstra carinho e preocupação. É o zelo com quem faz a rede balançar. É o cuidado com quem fez o Brasil gostar de futebol novamente.

Quem chorava por Cristiane, abriu aquele sorriso aos 34 minutos do segundo tempo. A craque Marta fez o difícil parecer fácil. Pegou a bola na entrada da área, driblou a zagueira e, como passe de mágica, a bola já estava nas redes.

Tudo o que o torcedor gritou de 'Uhhhh' no jogo da seleção masculina contra a África do Sul, gritou de 'Goooool' e 'Oléeee'. Se lembra da Bia, que abriu o placar? Aos 40 minutos, ela estava na área para marcar mais um. Era o quinto gol da seleção brasil.

Quase nos acréscimo, ainda deu tempo de a Suécia descontar. Mas no final, as meninas da seleção só deixaram um recado: Está na hora de esquecermos o 7 a 1 e lembrarmos mais desse 5 a 1 de hoje.

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