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Às vésperas do impeachment, aliados de Dilma pedem à PGR afastamento de Temer

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MICHEL TEMER
Oposição quer afastamento de Temer | EVARISTO SA via Getty Images
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Às vésperas da votação da fase intermediária do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, aliados da petista protocolaram nesta segunda-feira (8) uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo o afastamento do presidente em exercício, Michel Temer.

A representação cita as acusações feitas na delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado no âmbito da Lava Jato. O delator acusa Temer de pedir R$ 1,5 milhão em recursos desviados da estatal para a campanha do PMDB à Prefeitura de São Paulo.

O documento entregue à PGR cita ainda pré-delação de Marcelo Odebrecht, que relatou um jantar com o peemedebista em que o interino teria pedido R$ 10 milhões que teriam sido dados via caixa dois.

Temer nega essas acusações.

"Essa votação do impeachment nós não vamos estar discutindo somente o afastamento ou não da presidente da República. Vamos estar discutindo também a blindagem do presidente Michel Temer", afirmou o líder da oposição no Senado, senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Ele lembrou que se o interino se consolidar no poder, não poderá ser investigado porque presidente da República só pode ser investigado por crimes referentes ao mandato.

O plenário do Senado inicia nesta terça-feira (9) a votação do relatório da comissão especial do impeachment aprovado pelo colegiado em sessão da última quinta-feira.

O parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) recomenda o julgamento de Dilma por crime de responsabilidade ao editar decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso e ao praticar "pedaladas fiscais", atraso em repasses do Tesouro Nacional para bancos públicos.

Para ser aprovado, o texto precisa dos votos da maioria simples dos senadores, resultado dado como certo. Caso isso aconteça, a previsão é que o julgamento final de Dilma inicie no dia 25 de agosto.

Além de Lindbergh, assinam a representação a líder da oposição na Câmara, deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e os deputados Maria do Rosário (PT-RS) e Henrique Fontana (PT-RS).

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