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Delegado diz que chefe de gabinete de Feliciano não é culpado por cárcere privado

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TALMA BAUER FELICIANO
Chefe da gabinete de Feliciano não cometeu crime, diz polícia | Reprodução / Facebook
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Responsável pela investigação envolvendo a estudante Patrícia Lelis, de 22 anos, e Talma Bauer, chefe de gabinete do deputado federal Marco Feliciano (PSC-RJ), o delegado Luiz Roberto Hellmeister descartou a hipótese de sequestro e cárcere privado denunciados pela jovem.

Bauer é suspeito de ter ameaçado a universitária e a mantido em cárcere privado no quarto do hotel para esconder uma denúncia de estupro contra o deputado, ocorrida em Brasília no dia 15 de junho.

Patrícia registrou boletim de ocorrência e prestou depoimento na 3ª DP de São Paulo, no bairro de Santa Efigênia, na última sexta-feira (5). No mesmo dia, Bauer chegou a ser preso, mas foi liberado na manhã de sábado (6).

Imagens entregues à Polícia pelo hotel San Rafael, no Largo do Arouche, região central de São Paulo, mostram Bauer abraçando Patrícia Lelis no saguão do estabelecimento.

O delegado que investiga o caso disse que vai pedir perícia do material apreendido, de acordo com o G1.

No entendimento dele, as imagens podem provar que não houve sequestro, já que Patrícia recebeu o namorado no hotel e aparentemente trata Bauer como amigo.

Em depoimento nesta segunda-feira (8), o gerente do hotel onde a jovem ficou hospedada contou que Patrícia chegou ao hotel dia 30 e pediu para não ser identificada. De acordo com ele, na quinta-feira, Bauer chegou ao local para pagar a hospedagem da jovem, segundo o G1.

Denúncia

De acordo com áudios e prints de conversas que envolvem o chefe de gabinete de Feliciano, Talma Bauer, a jovem e o deputado, Patrícia havia ameaçado fazer um BO, relatando que tinha sofrido abuso, mas Talma pediu para ela recuar.

Em uma das gravações, a vítima diz:

"Com todas as letras, ele deu em cima de mim mesmo de uma forma assim descarada. Me levou a fazer coisas à força, que eu tenho prova disso. Dentro da casa dele, falou que tava tendo reunião na UNE. Pra eu ir pra lá. Cheguei lá, e não tava tendo. Ele não me deixou sair, fez coisas à força. Eu tenho a mensagem para ele: 'Feliciano, a minha boca ficou roxa'. Ele ri e diz: 'Passa um batom por cima'. Eu tenho todas essas provas."

A voz atribuída a Bauer responde "Você falou a verdade, não está fazendo favor a ninguém, você está fazendo um bem, de você perdoar, e posso pedir para você por uma pedra em cima?".

Nesta semana, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), procuradora especial da Mulher no Senado, protocolou ofício junto ao Ministério Público do Distrito Federal solicitando que o deputado fosse investigado pela suposta tentativa de estupro.

Defesa

No sábado, Feliciano publicou um vídeo em seu Facebook em que nega as acusações. Ao lado da esposa Edileusa, e com a voz embargada, ele afirma que a denúncia de assédio sexual é "uma grande farsa". Bauer também nega o crime.

Também no sábado, o site Gospel Prime publicou prints supostamente vazados de conversa de WhatsApp entre Marco Feliciano e Patrícia Lélis em que a jovem pede para se aproximar do deputado e envia fotos sensuais. O texto não comprova a veracidade do diálogo.

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