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Mais notícia BOA: Ginástica masculina tem melhor resultado da história!

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Hoje é um dia histórico para a ginástica artística brasileira.

É a primeira vez que uma equipe completa do Brasil está na disputa por medalhas em uma Olimpíada.

Nesta segunda-feira (8), a seleção formada por Francisco Barreto, Sergio Sasaki, Arthur Zanetti, Diego Hypolito e Arthur Nory cravou a maior parte dos movimentos e voltou a levantar a torcida na Arena Olímpica. E se cravou, lacrou! a performance dos atletas brasileiros levaram o País ao sexto posto da competição, feito inédito para ginástica masculina brasileira, com 263,728 pontos.

Arthur Zanetti, campeão olímpico em Londres, deu o recado claro e objetivo em entrevista ao Globo Esporte: "O Brasil é potência."

"É a primeira vez que estamos com uma equipe completa e pegamos final. Os cinco primeiros são potências olímpicas. Estamos aí. Eles sabem que se derem uma vacilada, estamos na cola. O Brasil cresceu muito. Sabíamos a realidade, que a chance era muito pequena de uma medalha. Viemos para fazer nosso melhor e curtir a competição."

O primeiro a competir foi Chico Barreto, nas argolas. O atleta cravou a série e finalizou com 14,400 pontos - nota maior do que havia recebido nas classificatórias.

Arthur Zanetti entrou em seguida no mesmo aparelho e fez uma boa série, com apenas um pequeno passo na saída. Ele também melhorou e ficou com 15,566 de nota. A estratégia do atleta e do seu técnico Marcos Goto é guardar o melhor para o final. Ele vem competindo com séries mais fáceis propositalmente, segundo o Globo Esporte, para ser o último a se apresentar na competição final.

Hypolito voltou a fazer bonito no salto e obteve 14,833 pontos. Arthur Nory saltou em seguida e não escondeu o sorriso de satisfeito no final da prova com os 15,066 de nota. Sasaki fechou o trio dos competidores com 15,133 no salto Dragulescu - um exercício de dificuldade muito grande em que ele faz dois giros para frente e um giro no momento da aterrissagem. Porém, a chegada no solo não foi perfeita, já que ele deu um passo para trás. Ainda assim, o atleta obteve a maior nota no aparelho do Brasil até então.

Nas paralelas, Nory foi o primeiro a competir e somou 14,700 pontos. Chico Barreto foi o segundo brasileiro a se apresentar nas paralelas e teve a mesma nota que Nory. Sasaki ficou com a melhor pontuação do Brasil no aparelho: 15,133.

A barra fixa continuou emocionando a torcida. No aparelho, Nory obteve 14,933, Chico Barreto 15,166 e Sasaki 14,566. A torcida não ficou contente e esperava mais da decisão dos jurados. Os presentes reclamaram com vaias.

No solo, Diego Hypolito, bicampeão mundial da prova, e Arthur Nory ficaram entre os oito melhores do aparelho nas classificatórias e voltam a ter uma boa execução. Nory acabou pisando fora do tapete em uma das aterrissagens e foi prejudicado, mas finalizou com 14,500 de nota. Já Hypolito cravou a série e foi muito aplaudido. Ele recebeu 15,133 de nota.

Apesar de a prova masculina não ter música, a torcida acompanhou com entusiasmo os exercícios do tablado. Infelizmente Sasaki teve uma queda no início da prova e sentiu o joelho direito, que foi operado alguns meses antes das Olimpíadas. Ele obteve 12,100 pontos.

O cavalo com alças foi o último aparelho da rotação do Brasil. O aparelho era um dos mais complicados para os atletas, mas durante essa competição eles demonstraram uma evolução nas notas: Sasaki fechou com 14,633; Nory e Barreto encerram a prova ambos com 14,400.

As séries dos atletas brasileiros foram bem executadas nas disputas por equipe, mas não tiveram dificuldade o suficiente para brigar pelo pódio. Ainda assim, o time concluiu em sexto lugar. Uma participação incrível para estreia da seleção completa na modalidade. A expectativa agora são nas competições individuais!

Pódio

Kohei Uchimura é o atual campeão olímpico do individual geral e o maior nome da ginástica artística masculina atualmente. Ele deixou claro que a sua prioridade na Rio 2016 era conquistar a medalha por equipes para o Japão. Dito e feito. A equipe ficou em primeiro lugar, seguidos da Rússia e da China.

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