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'Ninguém pode cometer crime impunemente', diz Aécio sobre impeachment de Dilma

Publicado: Atualizado:
AECIO E DILMA
Montagem / Agência Câmara / PR
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Presidente do PSDB e candidato derrotado por Dilma Rousseff em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que está atestado "de forma cristalina que a presidente atentou contra a lei orçamentária e a lei de responsabilidade fiscal" durante sessão plenária de discussão da fase intermediária do impeachment.

A expectativa é que a fase intermédia do impeachment no Senado, chamada pronúncia, seja votada ainda nesta terça-feira. São necessários 41 votos a favor do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Caso o plenário aprove a continuidade do processo, a previsão é que o julgamento final da petista comece em 25 de agosto.

Para o tucano, votar a favor do relatório de Anastasia é "defender a Constituição" e "a própria democracia". Ele disse ainda que o processo prova que "ninguém pode cometer crime impunemente" no Brasil.

"Acredito que algumas lições ficarão deste episódio. Uma delas é que a sensação de impunidade que imperava em todos os escalões do antigo governo não terá mais espaço. Os governantes estarão atentos a cumprir a lei e dizer a verdade."

Um dos últimos a se declarar a favor do afastamento da petista, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) disse que votará com Anastasia por entender que houve "descumprimento de regras constitucionais, mesmo que se possa discutir a dimensão do crime".

Ele admitiu ter se encontra com Dilma quatro vezes nos útimos meses, mas disse que não "cederia a pressões", mesmo que o voto significasse "suicídio político". Cristovam também defendeu a solução para o país seriam novas eleições.

Presidente do DEM, o senador Agripino Maia negou que o impeachment seja um golpe. "Estamos em vias de aprovar o impeachment sem um empurrão, sem uso de arma, usando a Constituição do país. Não venham com essa história de golpe! O que temos é a Constituição cumprida à risca!".

Diversos opositores à petista abdicaram do tempo de fala para acelerar a votação. Dos 47 que falaram, 30 se manifestaram a favor do afastamento e 17 a defenderam.

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