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'É uma mentira criminosa', diz pastor Everaldo, do PSC, sobre Patrícia Lélis

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PATRICIA PASTOR EVERALDO
Queixa contra Patrícia Lélis será registrada pelo PSC, de pastor Everaldo | Montagem / Facebook
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O presidente do PSC, Pastor Everaldo, afirmou que as denúncias da estudante Patrícia Lélis são fantasiosas e que não há provas de que o partido tenha oferecido dinheiro ou ameaçado a jovem de 22 anos. Um advogado do partido irá registrar boletim de ocorrência contra ela por difamar a legenda.

A jovem acusa o PSC de tentar silenciá-la sobre uma denúncia de estupro contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Patrícia também acusa o parlamentar de agressão física e diz que seu chefe de gabinete, Talma Bauer, a forçou a gravar vídeos negando as acusações e ofereceu dinheiro para calá-la. Ela também acusa Everaldo de tentar abafar o caso.

"A verdade sempre prevalece. E isso é uma mentira, mentira criminosa", disse o pastor ao HuffPost Brasil. Ele admitiu ter encontrado a jovem "uma ou duas vezes" em ambientes do PSC em Brasília, mas nega que ela tenha se filiado à legenda.

De acordo com a sigla, não há qualquer iniciativa para que Feliciano seja afastado durante as investigações. "Qual a razão de afastar?", questionou Everaldo.

O caso do deputado está sob análise da Procuradoria-Geral da República. Bauer está sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo.

Em nota, o PSC declarou que "houvesse qualquer base factual inquestionável, o partido já teria tomado uma atitude punitiva contra seus próprios membros".

No entendimento da legenda, Patrícia não apresentou provas contundentes. O PSC alega que a jovem já fez denúncias anteriores à polícia que acabaram sendo arquivadas.

"Ela habituou-se a mentir e desse hábito de mentir ela acabou nesse extremo de dizer que foi oferecido dinheiro a ela para ficar calada. Isso é inaceitável; é de um ridículo atroz", afirmou ao HuffPost Brasil Marcondes Gadelha, presidente da comissão do PSC que analisa o caso.

De acordo com Gadelha, Patrícia "é uma pessoa com uma mitologia muito forte na cabeça" e deveria ter apresentado exame de corpo de delito para provar a acusação de agressão física.

A cúpula do partido não respondeu qual era a relação de Patrícia com Feliciano ou o motivo de Bauer ter procurado a jovem em um hotel em São Paulo.

Imagens entregues à polícia pelo hotel San Rafael, no Largo do Arouche, região central de São Paulo, mostram Bauer abraçando Patrícia Lelis no saguão do estabelecimento. "Se Talma Bauer ofereceu [dinheiro], nós não temos nada com isso", afirmou Gadelha.

Denúncia

De acordo com áudios e prints de conversas que envolvem o chefe de gabinete de Feliciano, Talma Bauer, a jovem e o deputado, Patrícia havia ameaçado fazer um BO, relatando que tinha sofrido abuso, mas Bauer pediu para ela recuar.

Em uma das gravações, a vítima diz:

"Com todas as letras, ele deu em cima de mim mesmo de uma forma assim descarada. Me levou a fazer coisas à força, que eu tenho prova disso. Dentro da casa dele, falou que tava tendo reunião na UNE. Pra eu ir pra lá. Cheguei lá, e não tava tendo. Ele não me deixou sair, fez coisas à força. Eu tenho a mensagem para ele: 'Feliciano, a minha boca ficou roxa'. Ele ri e diz: 'Passa um batom por cima'. Eu tenho todas essas provas."

A voz atribuída a Bauer responde "Você falou a verdade, não está fazendo favor a ninguém, você está fazendo um bem, de você perdoar, e posso pedir para você por uma pedra em cima?".

Defesa

Feliciano publicou um vídeo em seu Facebook no fim de semana em que nega as acusações. Ao lado da esposa Edileusa, e com a voz embargada, ele afirma que a denúncia de assédio sexual é "uma grande farsa". Bauer também nega o crime.

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