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'Uma Vitória Leva a Outra': Always e ONU se juntam para empoderar meninas por meio do esporte

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uma vitória leva a outra
As participantes Kaillana de Oliveira Donato, Marcelly Vitoria de Mendonca e Adrielle Alexandra da Silva com vice-presidente de cuidados para mulheres da Procter & Gamble, Juliana Azevedo

A primeira medalha de ouro do Brasil na Rio 2016 foi conquistada por uma mulher, a admirável judoca Rafaela Silva.

Não fosse o esporte, Rafaela teria tido um duro destino em sua comunidade, a favela Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Mas graças a uma oportunidade dada e à grande dedicação dela, hoje a atleta inspira milhões de brasileiras e reforça a importância de se incentivar tanto o esporte quanto a igualdade entre gêneros.

A Always, a ONU Mulheres e o COI (Comité Olímpico Internacional) firmaram uma parceria para empoderar garotas e mulheres por meio do esporte, dando incentivo para que elas mantenham a prática ao longo da vida e aumentem sua confiança e autoestima.

Uma Vitória Leva a Outra é uma campanha global, em 25 países, para investir nas habilidades das garotas e apoiar uma geração de mulheres mais fortes, confiantes e empoderadas.

Um total de 217 mil adolescentes será beneficiado pelo programa. Duas vezes por semana, o projeto vai levar garotas que vivem em situação de vulnerabilidade a praticarem esporte em uma das 16 Vilas Olímpicas participantes, além de promover workshops que discutem a igualdade entre gêneros por meio do esporte.

O objetivo é estimular nas garotas habilidades econômicas e de liderança, conhecimento sobre o corpo e a saúde e a conscientização quanto à prevenção da violência e dos serviços disponíveis. Desta forma, as meninas têm possibilidade de influenciar decisões que vão impactar suas vidas em diferentes níveis.

A Always vai apoiar o treinamento de treinadores do programa, em uma iniciativa alinhada à campanha #TipoMenina, lançada em 2014, após uma pesquisa revelar que metade das meninas abandonam o esporte ao chegar à puberdade.

No Brasil, o Uma Vitória Leva a Outra vai beneficiar 2.500 brasileiras entre 10 e 18 anos e o projeto-piloto terá a duração de seis meses. Além disso, até 2017, 300 jovens mães do Rio de Janeiro e que estão fora da escola terão sido atendidas. A ideia deverá ser replicada em outras cidades e também na América Latina.

Adrielle Alexandre da Silva, 12 anos, sonha em ser uma atleta profissional ou uma treinadora de ginástica rítmica. “Aprendi que ser uma vencedora é poder realizar meus sonhos, ajudando as pessoas e contribuindo para mudar minha comunidade.”

O conteúdo do projeto, desenvolvido pelo Women Win, parceiro da ONU Mulheres, e adaptado para o Brasil, já demonstrou significativas melhorias na confiança e compreensão das meninas sobre saúde e direitos sexuais, finanças e autonomia econômica:

• 89% das meninas agora afirmam serem líderes, quando antes do projeto eram 46%;
• 68% das meninas melhoraram o conhecimento e entendimento sobre violência relacionada ao gênero e 93% delas sabem onde denunciar atos de violência;
• Cerca de 80% das meninas melhoraram seu entendimento sobre direitos e saúde sexual e reprodutiva; e sabem como evitar gravidez e doenças sexualmente transmissíveis.

uma vitória leva a outra

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