Huffpost Brazil
Marcella Fernandes Headshot

Dilma vira ré: Senado aprova continuidade do impeachment

Publicado: Atualizado:
DILMA
Roberto Stuckert Filho / PR
Imprimir

O plenário do Senado aprovou por 59 votos a 21 a continuidade do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. O relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), a favor da fase intermediária do processo, a pronúncia, foi aprovado na madruga desta quarta-feira (10).

A previsão é que o julgamento final da petista comece em 25 de agosto. Se os senadores decidirem nessa data cassar o mandato dela, o presidente em exercício, Michel Temer, segue no Palácio do Planalto até o fim do mandato, em 2018.

Dilma é acusada de crime de responsabilidade pela edição de decretos sem autorização do Congresso e pelas pedaladas fiscais, atrasos de repasses do Tesouro Nacional para o Banco do Brasil no Plano Safra.

"Ela não merece mais governar o Brasil porque levou o Brasil ao desatre em que se encontra", afirmou o jurista Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment. "Ela governou através da obscuridade, da mentira", completou.

Responsável pela defesa da petista, José Eduardo Cardozo voltou a chamar o processo de "golpe à democracia" e disse que não há razão legal para o afastamento de Dilma. "Não se afasta ninguém do presidencialismo por perda de maioria parlamentar (…) É sim uma violência à Constituição."

O PT anunciou ter protocolado denúncia na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estado Americanos (OEA) sobre o processo de impeachment.

A sessão no Senado começou às 9h45 de terça-feira (9). Dos 47 parlamentares que se pronunciaram, 30 se manifestaram pelo afastamento e 17 defenderam a petista. Diversos senadores pró-impeachment abriram mão dos dez minutos na tribuna para acelerar a votação.

No início dos trabalhos, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e responsável por presidir o processo no plenário do Senado, Ricardo Lewandowski, respondeu a oito questionamentos de aliados de Dilma.

Ele rejeitou o pedido de adiamento da votação feito pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Humberto Costa (PT-PE). Os dois parlamentares argumentaram que Dilma não poderia ser julgada antes que se esclareçam as acusações contra Temer.

Em pré-delação, o empreiteiro Marcelo Odebrecht disse que ter repassado R$ 10 milhões em dinheiro para o PMDB em 2014 a pedido de Temer, de acordo com a revista Veja.

LEIA TAMBÉM

- 'Ninguém pode cometer crime impunemente', diz Aécio sobre impeachment de Dilma

- Gleisi Hoffmann acusa senadores de 'hipócritas' ao defender Dilma do impeachment

Também no HuffPost Brasil:

Close
Movimentos sociais se despedem do governo Dilma Rousseff
de
Post
Tweet
Publicidade
Post isto
fechar
Slide atual

Sugira uma correção