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Temer e partidos manobram para adiar votação de cassação de Cunha

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CUNHA TEMER
Ueslei Marcelino / Reuters
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O presidente interino Michel Temer e a antiga oposição operam para deixar a votação do processo de cassação do mandato do deputado afastado Eduardo Cunha para depois do julgamento final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, Temer atuou para adiar a votação porque receia que ele possa atrapalhar o impeachment caso perca o mandato, topando uma delação premiada e saindo "atirando" contra membros do governo.

O plano de adiar a cassação de Cunha já era defendido pelo chamado "Centrão", partidos como PP, PSD e PTB, mas enfrentava resistência entre congressistas do PSDB e do DEM. Contudo, após uma operação do Planalto, os partidos concordaram em adiar a votação para os dias 12 e 16 de setembro, depois do julgamento do impeachment.

Além de adiar a votação da cassação de Cunha, Temer também age para antecipar o julgamento final do impeachment da presidente afastada. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a acusação deve abrir mão de prazos para antecipar em alguns dias o início do julgamento, marcado para o dia 25 de agosto.

Para a oposição, a pressa do peemedebista se deve à possibilidade de delação premiada do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

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