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Segurança da Olimpíada é reforçada após ataque a jornalistas e homens da Força Nacional

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NATIONAL GUARD RIO
Fabrizio Bensch / Reuters
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A segurança na área ao redor do Parque Olímpico foi reforçada nesta quarta-feira (10) depois de um ônibus com jornalistas ter sido alvejado e homens da Força Nacional de Segurança ficarem feridos por tiros disparados de dentro de uma favela perto do aeroporto internacional do Rio, aumentando as preocupações com a questão da violência na Olimpíada.

O carro da Força Nacional de Segurança (FNS) errou o caminho e entrou em uma via de acesso à favela Vila do João, nos arredores da Linha Amarela, e foi recebido a tiros, de acordo com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que chamou o incidente de "ataque lamentável e covarde".

Uma das vítimas foi levada a um hospital em estado grave e precisou ser operada, e as outras duas foram feridas com menos gravidade, de acordo com o ministro. A Força Nacional foi enviada ao Rio como parte do esquema de segurança da Olimpíada, que no total conta com 85 mil homens entre policiais e militares das Forças Armadas.

"Nós temos em relação ao soldado um ferimento grave... Ele está sendo operado, o neurologista já está há quase duas horas operando, fazendo a transfusão de sangue necessária, nós acreditamos e temos fé que ele vai sobreviver", disse o ministro a repórteres antes de uma reunião da cúpula de segurança da Olimpíada, pouco após o incidente.

"Nós já estamos, com as nossas forças de inteligência, identificado as pessoas. Duas pessoas já foram identificadas e vamos atuar para prender essas pessoas rapidamente", acrescentou o ministro.

Uma série de casos de violência urbana durante os Jogos vem causando preocupações crescentes, e a polícia também investiga dois casos de bala perdida que atingiram o centro de hipismo em Deodoro, uma na área de imprensa e outra perto do estábulo.

Incidente com ônibus

O incidente com os homens da FNS ocorreu um dia após um ônibus de mídia dos Jogos Rio 2016 ter sido atingido por pedras, quebrando janelas e ferindo levemente duas pessoas, de acordo com o chefe de segurança da organização da Olimpíada, Luiz Fernando Corrêa.

Passageiros do ônibus, porém, relataram ter ouvido o som de disparos, enquanto o veículo atravessava o bairro de Curicica, ao norte do Parque Olímpico.

"Não conseguimos identificar quem fez isso, mas parece ser um ato de vandalismo, não um ato de agressão criminal contra qualquer um em particular", disse Corrêa a repórteres, sem especificar se as pedras foram encontradas.

Corrêa afirmou ainda que a polícia vai aumentar as patrulhas ao longo da via que faz a ligação entre o Parque Olímpico e Deodoro, que atravessa diversas comunidades carentes.

Policiais militares estavam posicionados ao longo da via expressa Transolímpica nesta quarta, entre a arena de basquete e o Parque Olímpico, onde o incidente ocorreu, disseram fontes de segurança.

Uma fonte da polícia disse à Reuters que essa é a terceira vez que um ônibus da Olimpíada foi alvo de jovens arremessando pedras.

"Esse foi um incidente terrível e intolerável", disse o diretor de Comunicação da Rio 2016, Mario Andrada, em entrevista coletiva, acrescentando que os organizadores estavam ampliando a segurança.

Uma fonte do Ministério da Defesa disse à Reuters que as pedras teriam sido arremessadas por moradores supostamente insatisfeitos com desapropriações realizados para a construção da nova via onde ocorreu o ataque, mas a Prefeitura do Rio negou qualquer ligação.

"A Prefeitura do Rio refuta a associação irresponsável e sem fundamento de que o incidente com o ônibus da organização dos Jogos Olímpicos Rio 2016, ocorrido na terça-feira, tenha relação com o processo de construção da via expressa e os reassentamentos realizados no local", disse em nota.

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