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Anjelina Nadai Lohalith, a refugiada que não vê os pais desde os 6 anos, mas eles são sua maior motivação para correr

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Enquanto muitos atletas contam com o apoio incondicional da família, os pais de Anjelina Nadai Lohalith não estarão nas arquibancadas vendo sua estreia nesta sexta-feira (12).

A atleta de 21 anos compete na prova de atletismo 1.500 metros da Rio 2016.

A corredora - que compete pela Equipe Olímpica de Atletas Refugiados - tinha apenas seis anos quando foi separada dos seus pais e forçada a fugir de casa, no Sudão do Sul. Ao Acnur, ela contou que ouviu dizer que seus pais ainda estão vivos, embora no ano passado a fome tenha assolado a região.

A família, no entanto, é a principal motivação de Anjelina para alcançar um bom desempenho - e boas premiações em dinheiro - nos jogos. Se engana, no entanto, quem pensa que ela sonha com uma vida de luxos. Seu principal objetivo é construir uma casa melhor para o pai.

Desde 2002 ela vive com o irmão e com uma tia no campo de refugiados da Kakuma, no Quênia. O local, considerado o maior campo de refugiados do mundo, conta com uma estrutura de telões que transmitem as competições para os outros refugiados que vivem no local.

"Quando eu estava na escola, eu costumava fazer isso por diversão", conta ela, sobre o atletismo. Mas foi só quando os treinadores profissionais chegaram para selecionar e levar os atletas para um campo de treinamento especial que ela percebeu o quão veloz estava. “Foi uma surpresa”.

Além do esporte, a jovem também fala sobre entrar para a história, ao ser parte da primeira equipe de refugiados a competir em jogos olímpicos. "Eu estou feliz porque será a primeira vez que os refugiados estarão representados nas Olimpíadas. E isso vai inspirar outras pessoas porque, onde quer que eles estejam, eles verão que não são apenas 'outras pessoas'. Eles vão ter a coragem de que podem competir de qualquer forma".

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