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Morre agente da Força Nacional alvo de ataque em favela no Rio

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"Deus no comando".

Segundo o jornal O Globo, era isso que Hélio Vieira dizia para sua mãe, católica praticante, para justificar sua ausência às missas de domingo, quando precisava trabalhar.

Vieira morreu na noite desta quinta-feira (11), por causa de ferimentos causados por um tiro de fuzil na cabeça.

O soldado, que era de Roraima, veio para a Rio para trabalhar na segurança dos Jogos Rio 2016. Ele estava internado em estado grave desde quarta-feira (10), após passar por uma longa cirurgia.

Os agentes da FNS entraram por engano na favela Vila do João, uma das comunidades do Complexo da Maré e foram alvo de tiros que teriam sido disparados por traficantes.

Ao jornal fluminense, a família de Vieira contou que a beleza e a violência do Rio impressionavam o soldado, e que ele só se sentia seguro na cidade na companhia dos colegas. "Hélio achava o Rio muito complicado. Também ficamos preocupados quando soubemos as regiões por onde ele poderia passar", disse sua cunhada, Elaine Lima dos Santos.

Sua morte foi confirmada pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que classificou o ataque como "covarde".

O presidente interno Michel Temer decretou luto oficial de um dia no Brasil inteiro. Em seu decreto, Temer diz que o Vieira "não hesitou em cumprir seu dever".

Nesta sexta-feira, após se reunir com o presidente da Armênia, Serj Sargsya, Temer classificou como "lamentável acidente" a morte do agente e que o ritmo dos jogos não ficará "paralisado".

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