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#ElasNaRio2016: Marta desvenda Seleção feminina: ‘Cumplicidade'

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BARBARA E MARTA
Ricardo Stuckert/ CBF
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Cúmplice
2 p.ext. infrm. que ou aquele que colabora com outrem na realização de alguma coisa; sócio, parceiro. (Houaiss)

Ao errar o pênalti e ser “salva” pela goleira Bárbara, a jogadora Marta teve espaço para mostrar o que realmente importa em uma equipe: a cumplicidade.

O relato apaixonado de como ela bateu o pênalti, com toda dor dos 90 minutos da partida, mais prorrogação, e viu a derrota vem acompanhado da certeza de que ela não estava sozinha nessa.

Uma equipe ali atrás estava pronta para mostrar que um time não se faz com um jogador só.

"Não podia acreditar. O Brasil não merecia aquele destino. Refiz o caminho entre a área e o meio de campo derrotada, com o peso da possível decepção dos mais de 50 mil torcedores nas costas. Se a australiana marcasse, era o fim. Ajoelhei. De lá, vi a Bárbara pular para o mesmo lado que eu tinha acabado de escolher equivocadamente e espantar a bola para longe da nossa meta. O ar voltou. De verdade, eu já sabia: iríamos vencer a disputa.”

Marta destaca que a companheira de equipe fez questão de lhe dar força e afirma: "O alicerce básico de um time é a cumplicidade”.

"Esse espírito de equipe é que faz os talentos de cada um aparecer de verdade. Para alcançar os objetivos e metas, é preciso que todos estejam remando para o mesmo lado. Mais do que isso, é preciso que cada um olhe não só para o próprio desempenho, mas também para o do outro.

Se alguém erra ou entrega menos do que for proposto, é preciso que os outros membros da equipe se doem ainda mais.”

A atleta termina com um agradecimento especial:

"Nas quartas-de-final das Olimpíadas, eu me senti retribuída da forma mais honrosa e pura. Foi contagiante e mágico.

Obrigada, Bárbara! Obrigada, time! Obrigada, Brasil!”

Nós que agradecemos!

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