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Eduardo Cunha envia cartas aos deputados para tentar escapar da cassação

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eduardo cunha

O deputado afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) irá entregar cartas personalizadas para os colegas a fim de evitar sua cassação. De acordo com a Folha de São Paulo, o peemedebista já escreveu 273 textos e pretende conversar também pessoalmente e por telefone.

Pressionado pelo Planalto, que teme possíveis revelações que Cunha possa fazer sobre integrantes do governo interno de Michel Temer, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) marcou a votação para 12 de setembro, uma segunda-feira, dia de quórum tradiconalmente baixo na Casa.

A ausência de parlamentares favorece o deputado afastado, que precisa de 257 votos para ser cassado. Outras cassações foram votas às terças ou quarta-feiras, dias de plenário cheio.

Por medo de retaliações de Cunha, aliados de Temer queriam que o desfecho do caso do peemedebista fosse votado somente após o fim do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, previsto para o final de agosto.

O parecer contra o peemdebista está pronto para ser colocado em votação desde 14 de julho, quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara rejeitou, por 40 votos a 11, o recurso do parlamentar.

Uma semana antes, Cunha renunciou à presidência da Casa em busca de se salvar. Se perder o mandato, o peemedebista perde o foro privilegiado e as investigações de que é alvo passam para as mãos do juiz Sérgio Moro.

Réu por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato, Cunha é acusado de mentir à CPI da Petrobras ao negar ter contas no exterior. Tais contas foram abastecidas com recursos desviados da Petrobras, de acordo com as investigações da PGR e da Polícia Federal.

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