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Atletas refugiados são retratados em grafites no Porto Maravilha

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São dez atletas. Dez histórias de conquista, de desafios, de superação. De humanidade. Eles já tem um lugar garantido na história dos Jogos Olímpicos e agora estão também marcados nas ruas do Rio de Janeiro.

O time de refugiados desta Olimpíada foi homenageado com uma série de retratos em grafites realizados por dois artistas, Rodrigo Sini e Cety Soledade, na região do Porto Maravilha.

Sini é grafiteiro há 15 anos e dedica a sua obra como uma espécie de ferramenta que enaltece a representatividade ao retratar crianças negras. Em entrevista ao O Dia, ele compartilhou que se emocionou com o projeto.

“Sempre quis eternizar a expressão das crianças negras, pois lembra a minha infância. Junto disso, trabalho com a composição cheia de rabiscos. Por isso fui convidado para fazer esse trabalho. Para mim é uma honra, principalmente por saber que existe um grande apelo social. Cada história deles, de abandonar seu país, de ter largado tudo por causa da guerra, é emocionante”

Depois de um tempo sem pintar, essa é a minha primeira pintura do ano 2016# 3p!

Uma foto publicada por Rodrigo Sini Rodrigo Sini (@rodrigosinirodrigosini) em

Ele também contou que houve uma forte identificação com cada um dos refugiados em e entrevista a Agência Brasil.

“Para mim, eles são os verdadeiros campeões, pela garra, determinação e coragem que cada um teve para abandonar seus países devido à guerra e poder recomeçar em outros lugares.”

Para a coordenadora e curadora do GaleRio, Cristine Nicolay, o painel vai muito além da homenagem aos refugiados e quer deixar marcada a mensagem de que qualquer um pode conquistar o que se deseja.

“Seu objetivo é encorajar pessoas do mundo inteiro a correr atrás de seus sonhos. Para o GaleRio, não haveria instrumento mais inspirador do que a arte urbana para deixar um legado de regeneração em uma das áreas mais visitadas do Rio atualmente”.

A primeira delegação deste tipo a participar dos Jogos é composta por cinco atletas do Sudão do Sul (as corredoras Anjelina Nadai Lohalith e Rose Nathike Lokonyen, e os corredores James Nyang Chiengjiek, Paulo Amotun Lokoro e Yiech Pur Biel); pelos judocas Popole Misenga e Yolande Bukasa Mabika, do Congo; pelos nadadores Rami Anis e Yusra Mardini, da Síria; e o maratonista Yonas Kinde, da Etiópia.

Cores e arte no Porto Maravilha

O corredor artístico do Porto Maravilha foi inaugurado nesta quarta-feira (16) e é resultado do trabalho da GaleRio, plataforma de artistas urbanos que visa a inclusão socioeconômica e cultural.

A plataforma é uma iniciativa do órgão da prefeitura EixoRio que quer valorizar cada vez mais a cena urbana. Ao todo, são mais de dois mil metros de extensão de paredes coloridas entre os armazéns 7 e 8 do Porto em que as obras em grafite de 20 artistas cariocas de estilos diversos foram expostas.

Os artistas envolvidos se propuseram a revitalizar junto com Cristine uma área que estava esquecida e subutilizada, mas que agora revela memórias da cidade e é palco desta e outras homenagens.


Obrigado @eliasrmaio pela foto.

Uma foto publicada por Rodrigo Sini Rodrigo Sini (@rodrigosinirodrigosini) em

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