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Bravo!

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BRAVO
Capas de Bravo! nos tempos de Abril | Reprodução
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A antológica revista cultural Bravo! está de volta ao mercado.

Conhecida por ser uma das poucas revistas do País dedicadas estritamente à cobertura das artes, a publicação renasce nesta quarta-feira (17) pelas mãos dos jornalistas Helena Bagnoli e Guilherme Werneck.

A Bravo! ressurge digital – em bravo.vc – e será publicada em impresso de três em três meses.

Em entrevista à Folha, Werneck explicou a nova lógica editorial do veículo.

A revista terá temporadas temáticas e, cada uma, terá duração de três meses, "com um especial na web a cada 15 dias, relativo a um aspecto do tema, e no final dos três meses a gente faz o impresso", contou.

O primeiro é "Incertitude", começando pela reportagem multimídia "Inhotim", já no ar.

Em manifesto, a Bravo! diz:

"A revista que fez sentido há duas décadas porque já acreditava no que a gente continua acreditando: que só a arte é capaz de nos apontar um caminho, para depois a gente se perder nele, é claro."

Bagnoli e Werneck, ambos ex-executivos da Editora Abril, negociaram com a empresa o uso da marca. A Abril tocou a Bravo! entre 2004 e 2013; antes, a revista era publicada pela sua editora fundadora, a D'Ávila, desde 1997.

Quando a Abril adquiriu a publicação, ela "desfrutava de prestígio, mas padecia de má saúde financeira", conta o jornalista Armando Antenore em blog na Superinteressante.

No texto, Antenore – funcionário do veículo por quase uma década –, explica os motivos pelos quais a Abril encerrou a Bravo! em todas as plataformas.

"[A revista] nunca gerou lucro – ao menos, não na Abril (...). Embora contasse com o apoio da Lei Rouanet, operava no vermelho. Em bom português, dava prejuízo – ora de milhões, ora de milhares de reais", escreveu. O jornalista conta, no blog, outros motivos que levaram a Bravo! ao fim na Abril.

Agora "totalmente independente", como disse Werneck à Folha, a revista, além das narrativas multimídia, vai ter "muito texto, gente legal escrevendo".

Na nova equipe também estão Almir de Freitas, como editor-executivo; Adriano Dias, diretor de tecnologia; Henk Nieman, como diretor visual; e Peèle Lemos e Yentl Delanhesi, como diretores de criação.

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