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18 momentos feministas da Olimpíada que merecem medalha de ouro

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mulheres de ouro
A partir da esquerda: Ibtihaj Muhammad, Simone Manuel, Katie Ledecky e Simone Biles

A Olimpíada do Rio estava cheia de mulheres incríveis – e várias delas deixaram suas marcas feministas.

Embora tenha havido casos de sexismo no Rio, o poder das garotas superou tudo.

Dos recordes mundiais de Katie Ledecky às super-humanas da ginástica artística americana, os Jogos do Rio mostram que o poder, a perseverança e a força de vontade das atletas.

Para honrar essas competidoras talentosas e tudo o que elas representam, selecionamos 18 dos maiores momentos feministas da Olimpíada.

Do medalhista de ouro Andy Murray lembrando um jornalista que as mulheres dominam o tênis, à apresentação da ginasta brasileira ao som de Beyoncé, a alguns lindos momentos de espírito esportivo, fora duas semanas incríveis.

Veja 18 momentos que comemoramos como vitórias.

  • 1
    Simone Biles lembra ao mundo que ela é “a primeira Simone Biles”
    Tom Pennington / Getty Images

    Depois de vencer a medalha de ouro na final geral individual, em 11 de agosto, a ginasta de 19 anos insistiu em receber crédito por suas próprias conquistas.
    Não sou o próximo Usain Bolt ou Michael Phelps”, disse ela ao Sporting News depois de receber o segundo ouro.
    Sou a primeira Simone Biles.”
    Com certeza, Simone.
  • 2
    Andy Murray lembrou um repórter que as mulheres também dominam no tênis
    Getty Images

    John Inverdale: Você é a primeira pessoa a ganhar dois ouros olímpicos! Andy Murray: “Venus e Serena ganharam quatro cada uma”

    Em 13 de agosto, o tenista britânico Andy Murray ganhou a medalha de ouro no torneio individual.
    Depois, um repórter da BBC o parabenizou por ser a primeira “pessoa” a ganhar dois ouros olímpicos no esporte. A resposta de Murray? Ouro puro: “Na defesa do título de simples, acho que Venus e Serena têm umas quatro cada uma”.
  • 3
    A nadadora Fu Yuanhui fez um comentário sincero sobre menstruação
    NurPhoto / Getty Images

    A chinesa de 20 anos, conhecida por seu ótimo humor e suas caras engraçadas, revelou recentemente que ficou menstruada antes da prova de revezamento 4 x 100 m, em 13 de agosto.
    “Fiquei menstruada ontem à noite e agora estou bem cansada”, disse ela a um repórter.
    “Mas não é desculpa, não nadei tão bem quanto deveria.”
    A sinceridade dela foi muito importante, especialmente numa cultura que ainda trata a menstruação como tabu.
  • 4
    Ginastas das Coreias do Norte e do Sul tiraram uma selfie juntas
    reprodução/twitter

    Ginastas das Coreias do Norte e do Sul tiraram uma selfie juntas. É por isso que temos Olimpíadas.

    Durante um treino, a norte-coreana Hong Un-Jong e a sul-coreana Lee Eun-Ju tiraram uma selfie juntas, sorrindo e fazendo o sinal da paz.
    Isso é espírito esportivo.
  • 5
    Michelle Carter, do arremesso de peso, transmitiu uma incrível mensagem positiva sobre o corpo
    Alexander Hassenstein / Getty Images

    Depois de se consagrar a primeira negra a ganhar o ouro no arremesso de peso, Michelle Carter transmitiu uma mensagem importante sobre imagem corporal e amor próprio.
    “Estou num esporte em que as pessoas não olham para nós como mulheres, não olham para nós como meninas, ou mulheres femininas”, disse ela à Associated Press.
    “Mas sempre fui menininha e não consigo separar... entre o esporte e ser mulher”.
    Este ano, Carter já havia afirmado à revista New Yorker que é OK ser mulher e uma competidora durona.
    “Agora, é tipo: ‘Quer saber? Somos meninas e conseguimos arremessar essas bolas pesadas e ainda assim somos bonitas”, disse ela. “Acho que está chamando mais atenção para o esporte, e as meninas estão se dando conta: ‘Ei, eu também consigo fazer isso e é OK para meninas também’.”
  • 6
    Todos os abraços das Final Five
    Lars Baron / Getty Images

    Esqueça a dominação no quadro de medalhas, essas cinco ginastas americanas – chamadas de Final Five porque são o último grupo treinado pela lendária técnica Martha Karolyi, que vai se aposentar – merecem ouro pela incrível irmandade.
    Aly Raisman, Gabby Douglas, Simone Biles, Laurie Hernandez e Madison Kociandemonstraram um apoio incrível umas às outras durante toda a competição.
    Um exemplo incrível da união da equipe veio depois do ouro de Biles e da prata de Raisman na prova individual geral.
    “Acho que fiquei mais orgulhosa da prata de Aly do que com meu ouro”, disse Biles à ESPNW. “Ela deu incrivelmente duro para voltar. É um dos meus exemplos, e ninguém me daria tanta alegria compartilhando o pódio. Estou mais feliz por ela do que por mim mesma.”
  • 7
    Lembraram o mundo que Katie Ledecky nada como Katie Ledecky
    Al Bello via Getty Images

    Em resposta a um comentário sexista segundo o qual Katie Ledecky, 19, “nada como homem” , o comentarista da rede de TV NBC disse:
    “Ela não nada como homem, ela nada como Katie Ledecky!”
    Não teríamos como dizer melhor.
  • 8
    O bilhete incrível que Aly Raisman recebeu das companheiras de equipe
    Reprodução / Instagram
    Quando você chega em casa e encontra isso na cama :) Minhas companheiras são as melhores. Gabby me mandou uma mensagem de texto superdoce. Quando entramos no quarto, Laurie, Madison e Gabby nos encheram de abraços

    Não poderíamos estar mais felizes por você. Todo seu trabalho duro está sendo recompensado, e agora você é medalha de prata olímpica no geral individual!! Te admiramos desde o começo de nossas carreiras de elite e você nos inspirou de tantas maneiras! Somos muito gratas por contar com a sua torcida e por nos ajudar nessa jornada olímpica. Te amamos mama Aly Maddie e Laurie
    Depois de vencer a prata na competição geral individual, Aly Raisman tinha uma surpresa maravilhosa lhe aguardando na Vila Olímpica. Suas companheiras Madison Kocian e Laurie Hernandez deixaram um bilhete superfofo na cama dela, dando os parabéns pela conquista. “Te admiramos desde o começo de nossas carreiras de elite e você nos inspirou de tantas maneiras”, escreveram as duas. “Somos muito gratas por contar com a sua torcida e por nos ajudar nessa jornada olímpica.”
    Raisman postou o bilhete no Instagram, dizendo: “Minhas companheiras são as melhores”.
  • 9
    Rebeca de Andrade se apresentou no solo ao som de Beyoncé
    Mike Blake / Reuters

    Rebeca Andrade arrasou em sua rotina de solo, no dia 7 de agosto, ao som de Crazy in Love.
    Andrade ficou em 11º lugar na competição geral individual, mas conquistou os corações dos fã da Beyoncé mundo afora.
    Estamos loucamente apaixonados pela apresentação dela.
  • 10
    Simone Manuel foi a primeira negra americana a ganhar ouro numa prova individual de natação
    Jean Catuffe / Getty Images

    A nadadora de 20 anos fez história em 12 de agosto, quando venceu os 100 m livres e cravou um novo recorde olímpico.
    “Significa muito, essa medalha não é só para mim. É para um monte de gente que veio antes de mim e que me inspirou”, disse Manuel à NBC depois da prova.
    “É para todas as pessoas que virão depois de mim e não podem – que acham que não podem. Quero ser inspiração para os outros, [mostrar] que é possível.”
  • 11
    A Sports Illustrated reconheceu quem são os verdadeiros “grandes”
    reprodução/ twitter
    Capa desta semana: as estrelas de um Verão Americano Muito Quente!

    A capa da edição mais recente da revista Sports Illustrated tem os nadadores Michael Phelps e Katie Ledecky, além da ginasta “a primeira Simone Biles”. Lembrete: Ledecky e Biles têm apenas 19 anos, então vêm mais conquistas por aí.
  • 12
    Ibtihaj Muhammad tornou-se a primeira atleta americana a vencer uma medalha olímpica usando o hijab
    Tom Pennington via Getty Images

    Só por competir nos Jogos Olímpicos, a esgrimista Ibtihaj Muhammad já fez história.
    Mas ela não estava lá só para cumprir tabela: ela ganhou um bronze com a equipe americana.
  • 13
    Dessa vez, foi Phelps que pediu autógrafo de Ledecky
    Reprodução / Twitter
    Em 2006, quando Katie Ledecky tinha apenas 9 anos, ela pegou um autógrafo de seu ídolo, Michael Phelps. Apenas dez anos depois, Ledecky quebrou seus próprios recordes mundiais na Olimpíada, e a dupla decidiu recriar a foto – dessa vez invertendo os papeis.
  • 14
    Uma ginasta de 41 anos encantou o público
    ASSOCIATED PRESS

    A ginasta uzbeque Oksana Chusovitina participou de sua sétima Olimpíada. Sim, é isso mesmo: sétima Olimpíada.
    Chusovitina, conhecida como “Chuso” na comunidade da ginástica, competiu pela primeira vez nos Jogos de Barcelona, em 1992, e desde então não deixou de comparecer a nenhuma Olimpíada.
    Ela tem um filho de 17 anos, que é um ano mais velho que a ginasta mais nova da equipe americana, Laurie Hernandez.
    Durante a prova do salto sobre o cavalo, Chusovitina tentou um salto tão perigoso que é conhecido como o “salto da morte”.
    Embora ela não tenha conseguido realizar o movimento – nem tenha conquistado uma medalha --, a ginasta ganhou nossos corações com sua performance corajosa.
  • 15
    O técnico do time de basquete feminino dos Estados Unidos não deixou passar em branco uma pergunta potencialmente sexista

    O time de basquete feminino dos Estados Unidos está dominando a competição olímpica. Aparentemente, algumas pessoas não estão muito contentes.
    Quando um repórter perguntou ao técnico Geno Auriemma se ele acha ruim para o esporte que um time seja tão dominante, ele deu a resposta perfeita:
    “Vivemos numa era Trumpiana em que é OK ser sexista e degradar as pessoas que são boas só porque elas são do sexo oposto. Somos o que somos.
    Jamais vamos nos desculpar por sermos tão bons. Jamais vamos nos desculpar por definir o patamar que os outros esperam alcanças. Na piscina temos um cara com a touca dos Estados Unidos que ninguém consegue derrotar. Se ele não estivesse nadando, haveria vários outros caras com medalhas.
    É isso. O mundo precisa de épocas em que times ou indivíduos excelentes têm conquistas excepcionais, que serão comentadas: ‘Uau, não seria incrível estar nesse nível?’ Esses são os atletas olímpicos. Eles têm de jogar num nível alto. São profissionais, têm de dar show, têm de entreter.
    O que a gente teria de fazer? Ganhar por pouco?”
  • 16
    reprodução/twitter

    Duas corredores se ajudaram para cruzar a linha de chegada – e mostraram o que é o espírito olímpico
    Na primeira eliminatória da prova de 5 000 m, em 16 de agosto, Abey D’Agostino, dos Estados Unidos, e Nikki Hamblin, da Nova Zelândia, tropeçaram uma na outra e caíram na pista.
    As duas se machucaram, mas decidiram terminar a prova.
    Levante! Levante! Temos de terminar!”, disse D’Agostino para a neozelandesa, segundo a ESPN.
    “São os Jogos Olímpicos. Temos de terminar.”
    É disso que se trata a Olimpíada.
  • 17
    Simone Manual e Katie Ledecky mostraram o poder da amizade feminina
    Getty Images

    Depois da vitória histórica de Manuel nos 100 m livres, ela voltou para o quarto às 2h e encontrou Ledecky ainda acordada.
    Segundo o The New York Times:
    “Antes dos 800 m, Ledecky não dormiu bem. Ela acordou na sexta-feira com dor de garganta e botou a culpa, brincando, em sua colega de quarto, Simone Manuel.
    Depois da vitória surpreendente de Manuel nos 100 m livres, Ledecky ficou acordada para lhe dar os parabéns. Manuel disse que ficou chocada ao abrir a porta do quarto às 2h e ser surpreendida com um abraço de Ledecky.
    ‘Ela disse: não vou dormir antes de te dar um abraço’, disse Manuel. ‘Foi muito importante para mim’.”
  • 18
    Uma foto resume como o esporte atravessa barreiras culturais
    reprodução/ twitter
    Uma foto da partida de 8 de agosto entre Egito e Alemanha no vôlei de praia provou que a roupa não define habilidade atlética.
    A dupla egípcia estava inteira coberta, enquanto as alemãs estavam de biquíni.
    As mulheres deveriam se vestir e competir do jeito que acharem melhor.
Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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