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Terrorismo islâmico na Europa não está ligado à crise migratória, diz Angela Merkel

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ANGELA MERKEL
Hannibal Hanschke / Reuters
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A chanceler alemã Angela Merkel disse nesta quarta-feira que os refugiados não levaram o terrorismo para a Alemanha, acrescentando que o Islã pertence ao país, contanto que seja praticado em respeito à Constituição.

Mais de um milhão de pessoas fugindo da guerra e da pobreza no Oriente Médio, na África e em outros locais chegaram à Alemanha no ano passado. Muitos refugiados e imigrantes vem enfrentando uma onda de hostilidade e xenofobia após ataques contra civis realizados nos últimos meses. Três deles foram realizados por estrangeiros.

O grupo militante Estado Islâmico assumiu a responsabilidade por dois desses ataques.

"O fenômeno do terrorismo islâmico, do Estado Islâmico, não é um fenômeno que veio para cá com os refugiados”, disse Merkel num evento eleitoral para o seu partido cristão-democrata no Estado de Mecklenburg-Vorpommern no leste da Alemanha. "Esse grupo tem nos preocupado por vários anos”, disse ela.

Merkel disse que muitas pessoas viajaram da Alemanha para a Síria para treinamento com militantes islâmicos. Em junho, o ministro do Interior, Thomas de Maiziere, afirmou que se acreditava que mais de 800 pessoas haviam ido para a Síria e para o Iraque.

Pesquisa divulgada na semana passada revelou que a popularidade de Merkel diminuiu desde o mês passado. A razão disso são as preocupações quanto às possíveis consequências de sua política migratória "de portas abertas" e o alto nível de ameaça terrorista na Alemanha.

Mais da metade (54%) dos entrevistados acham que o acordo entre a União Europeia e a Turquia de contenção do fluxo de migrantes e refugiados para a Europa vai fracassar.

Ao mesmo tempo, a maioria (72%) dos entrevistados é a favor do uso das Forças Armadas federais no caso de novo atentado na Alemanha, semelhante à série de assassinatos que ocorreu no Sul do país no mês passado.

(Com informações da Reuters e da Sputnik Brasil)

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