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Alemanha estuda proibição parcial da burca e do niqab

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BURQA GERMANY
Johannes Eisele / Reuters
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Os conservadores da coalizão da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, chegaram a um entendimento de que a bruca, vestimenta tradicional usada por mulheres muçulmanas e que cobre o rosto inteiro deve ser proibida em determinadas situações.

O partido vai apresentar em breve um documento onde sugere import que o uso da peça - e também do niqab - seja vetado em determinadas situações, disse o ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, nesta sexta-feira (19).

Os entusiastas da proposta querem fazer com que as mulheres exibam o rosto ao volante, quando se registrarem junto às autoridades, nos postos de verificação de passaportes e em manifestações. Eles também querem que servidores públicos, professores, estudantes de escolas e universidades, juízes e testemunhas nos tribunais sejam proibidos de usar o véu inteiro.

Merkel também falou sobre o uso da peça, que ela caracterizou como um "obstáculo à integração". "No meu ponto de vista, uma mulher totalmente coberta tem poucas possibilidades de se integrar", declarou Merkel.

A medida vem na esteira de um influxo de mais de um milhão de refugiados, a maioria muçulmanos, da Síria, do Iraque e do Afeganistão no ano passado e tendo como pano de fundo os temores de segurança crescentes do público após dois ataques islâmicos e um tiroteio aleatório realizado por um adolescente mentalmente instável.

Ministros do Interior regionais pertencentes à União Democrata-Cristã (CDU, na sigla em alemão) e à União Social Cristã (CSU), aliadas de Merkel, apresentaram uma declaração em Berlim a respeito de medidas de segurança mais rígidas, incluindo mais policiamento e vigilância em áreas públicas.

Lorenz Caffier, ministro do Interior do Estado de Mecklenburg-Vorpommern, disse que o véu de corpo inteiro é uma barreira à integração, incentiva sociedades paralelas e insinua que as mulheres são inferiores.

"Todos nós rejeitamos o véu de corpo inteiro --não somente a burqa, mas também outros tipos de véu inteiro que só deixam os olhos visíveis... isso não tem lugar em nossa sociedade", disse De Maizière aos repórteres.

"Queremos adotar uma lei que faça as pessoas mostrarem seu rosto, e isso significa que aquelas que violarem essa lei terão que lidar com as consequências".

O debate a respeito do véu de rosto vem dividindo a coalizão de governo de Merkel, e o Partido Social Democrata (SPD), parceiro minoritário da coalizão, se opõe em grande parte às exigências.

A ministra do Trabalho Andrea Nahles, do SPD, disse que os pedidos são sinal de um discurso político "cada vez mais xenófobo" na Alemanha e que poderiam representar um sério revés nos esforços para integrar imigrantes. O ministro da Justiça, Heiko Mass, também do SPD, disse que os debates sobre a burqa e sobre segurança deveriam ser mantidos separados.

(Com informações da Reuters e da Agência Brasil)

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