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Multa de atleta americano vai ajudar instituto que forma judocas como Rafaela Silva

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A história inventada pelos nadadores americanos sobre um suposto assalto foi desmentida rapidamente pela polícia brasileira.

A confusão criada pelos atletas certamente manchou a reputação da delegação, mas, pelo menos, futuros competidores do país vão poder tirar proveito desta situação bizarra.

Isto porque o americano James Feigen, um dos envolvidos no caso, juntamente com o medalhista Ryan Lochte, por decisão da Justiça do Rio de Janeiro foi obrigado a pagar uma multa de R$ 35 mil e o valor será destinado ao Instituto Reação.

Para alguns, o valor pode não significar muita coisa. Porém, um grupo de mais de 1,2 mil crianças, adolescentes e jovens pode ter a sua vida transformada a partir deste incentivo.

Fundado pelo medalhista olímpico Flávio Canto em 2003, o instituto promove o desenvolvimento e a inclusão social por meio do esporte e da educação.

Dividido em cinco polos – Rocinha, Cidade de Deus (Jacarepaguá), Tubiacanga, Pequena Cruzada e Deodoro- o projeto da ONG é conhecido por ser um celeiro de grandes talentos no judô, já que incentiva o esporte desde a iniciação dos pequenos até os atletas de alto rendimento pelos tatames das periferias.

Nesta Olimpíada, o Brasil já assistiu a histórias reais de como incentivos ao esporte pode transformar vidas. No próprio judô, a medalhista de ouro Rafaela Silva é exemplo concreto disso.

Rafaela recebeu os ensinamentos de outro grande atleta da modalidade: o sensei Geraldo Bernardes. Aos 73, ele resolveu deixa o comando da seleção brasileira para se dedicar a garimpar talentos nas comunidades carentes do Rio de Janeiro.

Em parceria com o Reação, Bernardes não só "descobriu" Rafaela Silva, como também deu suporte e treinamento a Popole Misenga e Yolande Bukasa, atletas congoleses que disputam os Jogos pelo time de refugiados na Rio 2016.

“Entre colocar o pijama ou ajeitar o quimono e recomeçar, escolhi a segunda opção. Conquistas esportivas são como páginas viradas, glórias passageiras. Fiz uma boa carreira como atleta e, como técnico, ajudei na conquista de seis medalhas olímpicas, mas tudo ficou pequeno diante do que faço hoje, que é transformar pessoas como Rafaela, que tinha poucas perspectivas, em campeãs no esporte e na vida”, disse à Confederação Brasileira de Judô neste ano.

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